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Aborto por telemedicina é tão eficaz e seguro quanto em consulta presencial, diz estudo dos EUA | CNN Brasil

por diegopavao
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As pílulas abortivas enviadas para mulheres grávidas após consultas por videochamada ou mensagem de texto são tão seguras e eficazes quanto os procedimentos feitos de forma presencial, de acordo com um grande estudo dos Estados Unidos, onde o acesso ao aborto foi reduzido nos últimos anos.

Desde a decisão da Suprema Corte dos EUA em 2022 para eliminar o direito nacional ao aborto, pelo menos 14 estados dos impuseram proibições definitivas do aborto e muitos outros proibiram o aborto após uma determinada duração da gravidez.

Uma decisão sobre o acesso à pílula abortiva também pode ser tomada neste ano, com direitos ao aborto se tornando uma questão-chave na próxima eleição presidencial.

O novo estudo, publicado na Nature Medicine, nesta quinta-feira (15), corrobora décadas de evidências encontradas em várias partes do mundo de que os abortos por telemedicina são seguros e eficazes.

A equipe liderada por Ushma Upadhyay na Universidade da Califórnia usou dados sobre 6.034 abortos fornecidos por três clínicas virtuais que operam em 20 estados e Washington D.C. entre abril de 2021 e janeiro de 2022.

A agência reguladora dos EUA (FDA) retirou sua exigência de uso em consulta presencial para a primeira droga no aborto médico, a mifepristona, em 2021, embora a decisão faça parte do que está sendo contestado na Suprema Corte.

O estudo constatou que 97,7% dos abortos foram finalizados após o tratamento inicial e 99,8% não foram acompanhados por nenhum evento adverso grave. Ambos eram números comparáveis aos dados sobre abortos médicos fornecidos em clínicas presenciais no início da gravidez.

A pesquisa também não encontrou nenhuma diferença na segurança ou na eficácia quando os pacientes foram examinados pela chamada vídeo ou pela mensagem de texto.

O aborto por telemedicina usando mifepristona e outra droga tomada ao mesmo tempo, o misoprostol, tornou-se “crítico para enfrentar os surtos de demanda nos estados onde o aborto permanece legal”, diz o estudo.

“As políticas que restringem o aborto por telessaúde devido a preocupações ou alegações sobre eficácia ou segurança precisam ser revisadas para garantir acesso equitativo a esse serviço de saúde essencial”, acrescenta.

A Organização Mundial de Saúde recomenda o método no início da gravidez.

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