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Casal vende tudo e muda para o Canadá com apenas um gato e roupas | Gazeta Digital

por Gazeta Digital
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Dentre os principais sonhos de vida que os brasileiros comentam nas redes sociais, em primeiro lugar está encontrar um amor, com 42%, e em segundo lugar, viajar, com 25%. Cerca de 19,5% deles sonham em conhecer o mundo e 20% gostariam de viajar em casal, segundo pesquisa da consultoria Timelens.

Então porque não juntar o útil ao agradável? Foi o que o casal mato-grossense Kaísa Raiany Fortunato Monção, 24, e Willian Valentin Coqueiro Sanches, 26, decidiram para a vida, ao viajar e se mudar juntos para o Canadá.

 

Ele, natural de Vilhena (RO), geólogo e consultor de mineração e meio ambiente, e ela, nascida em Jaciara (MT), médica veterinária, se conheceram na capital Cuiabá, onde moraram parte da juventude para estudar e se qualificar em suas profissões.

“Logo que nos conhecemos comentei com ele minha vontade de morar fora, mas não tinha um lugar escolhido. Pensei em Portugal, mas para atuar como veterinária em outros países precisa de um longo processo de validação muito custoso. Ele comentou sobre o Canadá, pois já havia feito uma consultoria antes e tentado vagas de emprego, então começamos nosso projeto de mudar para lá”, comenta Kaísa.

“Durante uma consultoria com um sênior eu falei sobre o trabalho e que tinha vontade de estudar mais e me qualificar. Ele me colocou em contato com um pesquisador canadense e desde então conversamos e as coisas foram acontecendo”, explica Willian.

A ideia que vinha desde 2021, teve seu amadurecimento em si por volta de junho de 2022. Posteriormente o casamento veio em 25 de fevereiro de 2023, além de unir os amores, para também facilitar as questões burocráticas e de documentações.

Foi então que Kaísa e Willian venderam tudo o que tinham no apartamento onde moravam e ficaram apenas com algumas poucas roupas, para iniciar a mudança definitiva. Passaram um período em casa de parentes, e depois ficaram quase um mês no Rio de Janeiro para realizar o processo de migração, avaliações médicas e outros procedimentos que só poderiam ser feitos em grandes capitais.

Deslocamentos e burocracias

Já em São Paulo compraram roupas para aguentar o frio de até -30 graus que costuma fazer no Canadá em algumas épocas do ano.

Em meio a tanta logística já preexistente em relação aos humanos, havia também outro fator envolvido: a pequena Sol, a gatinha do casal.

“Assim que tivemos certeza que viríamos antecipamos coisas que seriam mais custosas como vacinas e procedimento odontológico nela. Deixamos ela preparada. Como sou veterinária, fui fazendo tudo e assinando. Para sair do país tinha uma documentação mais complexa, mas para mim foi mais tranquilo por estar imersa nesse meio”, Kaísa explica.

Acervo pessoal

kaísa e willian

A opção escolhida foi levá-la no avião, por ter menos de 5 kg e caber na caixa de transporte. A passagem teve que ser comprada 3 meses antes, para que Sol pudesse ir na cabine junto com os tutores.

Apesar de ser adaptada a caixa de transporte e ao uso de guia, Sol ficou um tanto estressada durante a viagem, algo percebido pelos tutores, mas compreensível já que também ficaram exaustos devido a logística realizada, porém necessária.

Viajaram de Jaciara para Cuiabá, de Cuiabá para São Paulo, de São Paulo para Toronto e de Toronto para Kingston, onde moram agora. A mudança definitiva ocorreu em 2 de dezembro de 2023.

Kaísa nunca havia saído do país antes, já Willian viajou para os EUA quando criança e fez mobilidade acadêmica para a Espanha quando estudou na UFMT, onde também conheceu Portugal.

Devido ao cansaço da viagem, a ficha só foi cair dias depois que estavam morando em outro país.

Choques culturais e adaptação

Apesar de conhecerem poucas pessoas no novo país devido ao pouco tempo que lá estão, o casal já possui uma rede de apoio para ajudar na adaptação e outras questões para se estabelecer.

Além do orientador de mestrado de Willian e o consultor que conseguiu a moradia, também há um grupo de Whatsapp com brasileiros que moram e trabalham lá, prestam serviços e se ajudam.

Algo que ajudou na integração na comunidade foi a participação de ambos em um evento da prefeitura de Kingston, onde ganharam 35 dias de ônibus grátis por serem novos na cidade.

Acervo pessoal

kaísa e willian

É oferecido também tickets para conhecer museus e parques para quem for estrangeiro e comprovar renda anual, e ainda descontos para comprar passagem de ônibus. “Achei isso muito acessível de fornecer dias para fazer integração de imigrantes e refugiados, quando fomos tinha várias famílias, árabes, africanos. Eles explicavam os mínimos detalhes para não ficar desassistidos”, explica Kaísa.

Outro ponto positivo são as compras do mercado. Segundo o casal, nos itens considerados alimentos básicos não são inseridos impostos, como é o caso de arroz, feijão, grãos e comidas saudáveis que devem fazer parte da alimentação básica.

Apesar do frio intenso, que pode ir de zero a -18º C e até -30ºC, o sistema de aquecimento das casas ajuda a controlar a sensação térmica, embora esteja nevando ou chovendo na parte externa.

Em relação aos habitantes locais, eles revelam sentir que no Canadá a cultura é muito voltada para preparar pessoas para serem mais respeitosas e proporcionar acessibilidade.

Acervo pessoal

kaísa e willian

“Aqui existe uma cultura de muito respeito as pessoas são muito educadas, respeitam que não falamos muito bem inglês e parecem que estão sempre disponíveis para ajudar, não são muito calorosas como no Brasil, mas não temos problemas de relacionamentos comuns”, Willian conta.

“Meu inglês ainda é limitado, mas não me senti humilhada, as pessoas sempre tentam ajudar e nos entender. Aqui sinto um conforto muito grande e acolhimento, eles são muito simpáticos”, afirma Kaísa.

Sobre o que mais sente falta em Cuiabá e no Brasil, Willian pontua os passeios com amigos e pessoas que gosta e as atividades ao ar livre, como jogar bola, algo complicado em um lugar onde neva muito.

Kaísa sente saudade das idas ao Sesc Arsenal, da música popular brasileira, do samba e das pessoas calorosas.

Outro fator pontuado, que ambos concordam, pelo fato de serem veganos: ir a feira e comprar alimentos frescos, principalmente verduras e frutas, algo complicado em um país onde se come muitos enlatados.

Mesmo com as barreiras do idioma para criar vínculos e sensação de pertencimento, o casal sente que em breve irá socializar melhor e já fazem planos para viajar para outros países futuramente.

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