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Ex-diretores da Americanas estão foragidos e devem ser incluídos na lista da Interpol

por Agora Noticias Brasil
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Na Operação Disclosure, deflagrada na manhã de hoje (27), a Polícia Federal mira dois ex-diretores das Americanas devido à suspeita de participação em fraudes contábeis. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), os mandados de prisão preventiva contra eles ainda não foram cumpridos, porque os alvos estariam no exterior.

Considerados foragidos, os dois ex-executivos da varejista devem ser incluídos na lista de procurados da Interpol.

Os mandados de prisão foram expedidos pela Justiça Federal do Rio de Janeiro após pedidos da PF.

De acordo com o MPF, a Americanas e a CVM encaminharam informações aos procuradores no estado do Rio de Janeiro para prestar esclarecimentos e fecharam acordos de delação para contribuir com as apurações.

O grupo investigado, segundo a PF, seria responsável pela maior fraude da história do mercado financeiro do Brasil, que foi estimada em R$ 25,3 bilhões pela própria empresa.

A ação desta quinta-feira tem a finalidade de esclarecer a participação desses executivos nas fraudes contábeis. A ação foi apoiada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Entre os crimes apurados na investigação, que podem ter sido cometidos pelos ex-diretores da Americanas, estão Manipulação de Mercado, Uso de Informação Privilegiada, Associação Criminosa e Lavagem de Dinheiro.

Em caso de condenação, as penas aos ex-executivos da varejista podem chegar a 26 anos de reclusão.

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Como era a fraude
De acordo com a PF, a fraude maquiou os resultados financeiros do conglomerado a fim de demonstrar um falso aumento de caixa e consequentemente valorizar artificialmente as ações das Americanas na bolsa.

Com esses números manipulados, segundo a PF, os executivos recebiam bônus milionários por desempenho e obtiam lucros ao vender as ações infladas no mercado financeiro.

A maquiagem foi detectada em pelo menos 2 operações:

Risco sacado: antecipação do pagamento a fornecedores por meio de empréstimo junto a bancos;
Verba de propaganda cooperada (VPC): incentivos comerciais que geralmente são utilizados no setor, mas no presente caso eram contabilizadas VPCs que nunca existiram.
A operação é fruto de investigação iniciada em janeiro de 2023, após a empresa ter comunicado a existência de “inúmeras inconsistências contábeis” e um rombo patrimonial estimado, inicialmente, em R$ 20 bilhões. Mais tarde, a Americanas revelou que a dívida chegava a R$ 43 bilhões.

Foram identificados vários crimes, como manipulação de mercado, uso de informação privilegiada (ou insider trading), associação criminosa e lavagem de dinheiro. Caso sejam condenados, os alvos poderão pegar até 26 anos de prisão.

A força-tarefa contou com procuradores do Ministério Público Federal (MPF) e representantes da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A atual administração do Grupo Americanas também contribuiu com o compartilhamento de informações da empresa.

Disclosure, expressão utilizada pela Polícia Federal para designar a operação, é um termo do mercado de capitais referente ao fornecimento de informações para todos os interessados na situação de uma companhia e tem relação com a necessidade de transparência das empresas de capital aberto.

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