cover
Tocando Agora:

Ancelotti abandona convicções táticas para escalar Seleção Brasileira contra o Japão

Para encarar a cirúrgica eficiência japonesa no mata-mata, Seleção aposta em estabilidade tática e tenta explorar o lado vulnerável do adversário Carlo A...

Ancelotti abandona convicções táticas para escalar Seleção Brasileira contra o Japão
Ancelotti abandona convicções táticas para escalar Seleção Brasileira contra o Japão (Foto: Reprodução)

Para encarar a cirúrgica eficiência japonesa no mata-mata, Seleção aposta em estabilidade tática e tenta explorar o lado vulnerável do adversário

Carlo Ancelotti precisou abrir mão de ideias fixas antes de seu primeiro mata-mata em Copas do Mundo como técnico de seleção. O Brasil chega para enfrentar o Japão nesta segunda, às 14h, em Houston, transformado por um ciclo de lesões e testes forçados. No momento mais crucial da competição, Ancelotti finalmente repetirá o time titular, quebrando uma sequência de 15 escalações diferentes.

No início do trabalho, os planos de Ancelotti para a Seleção Brasileira eram bem definidos. Diante da falta de um meio-campo puramente criador, ele preferiu estruturar o time com quatro defensores, dois volantes e quatro atacantes. A estratégia tinha um objetivo central e direto: dar total liberdade e potencializar o futebol de Vini Jr., a grande estrela do elenco.

De acordo com análise dos jornalistas Danilo Lavieri, PVC e Pedro Lopes, do Uol Esporte, ao longo do ciclo, Ancelotti promoveu diversos testes posicionais para o atacante, utilizando-o aberto pela esquerda, por dentro e como a principal peça de referência. O encaixe ideal só aconteceu na parceria com Matheus Cunha: um modelo que garantiu a ele liberdade de movimentação pelo corredor esquerdo, desobrigando-o de exercer o papel de um camisa 9 clássico.

O que o Brasil deve explorar na deficiência japonesa?

O confronto com o Japão oferece uma oportunidade tática para o Brasil quebrar um tabu nesta Copa. O ponto vulnerável da defesa japonesa tem sido o seu lado esquerdo, setor por onde a equipe sofreu todos os três gols no torneio. Como Vini Jr. atua na outra vertente, o cenário se desenha favorável para Rayan, o último a cavar uma vaga nos onze iniciais devido à contusão de Raphinha.

Ainda de acordo com a apuração dos jornalistas citados, embora as duas seleções tenham balançado as redes sete vezes na primeira fase — registrando uma média de 2,3 gols por jogo —, os caminhos para chegar a esse número foram bem distintos. O Brasil precisou bombardear mais, somando 41 finalizações para alcançar seus sete gols. Já o Japão mostrou uma pontaria cirúrgica: marcou os mesmos sete gols com apenas 28 chutes. O reflexo disso está na eficiência: a taxa de conversão brasileira é de quase 17%, enquanto a dos japoneses beira os 25%.

Perfil de jogo de Brasil X Japão

O volume de jogo da equipe de Ancelotti é consideravelmente maior: são 13,7 finalizações por partida contra 9,3 dos asiáticos. Quando o assunto é pontaria, o Brasil acerta a meta adversária quase o dobro de vezes, registrando uma média de 6,3 chutes no alvo por jogo, enquanto o Japão soma 3,3.

Essa diferença também se reflete no estilo de ataque. A Seleção Brasileira prefere trabalhar a jogada até pisar na área, onde constrói a maioria de suas chances — são cerca de dez conclusões por partida em posições próximas ao gol. Os japoneses, por outro lado, chegam apenas cinco vezes nessa zona térmica e compensam arriscando de longe: quase metade de seus arremates acontece de fora da área, um recurso pouco utilizado pelo Brasil.

Vai apostar neste jogo? Dá pra usar o @Playbook no X para montar seu bilhete em segundos. Basta marcar o bot embaixo de qualquer publicação com um palpite — em texto ou em print — e ele devolve o link do bilhete pronto para confirmar no app da Betano, bet365 ou Sportingbet.