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Atlético-MG perde caso Scarpa e só R$13 milhões evitam transferban

Galo recorreu de decisão e teve insucesso na empreitada que complica pesado os cofres do CAM A decisão da Corte Arbitral do Esporte não chega a ser uma surpr...

Atlético-MG perde caso Scarpa e só R$13 milhões evitam transferban
Atlético-MG perde caso Scarpa e só R$13 milhões evitam transferban (Foto: Reprodução)

Galo recorreu de decisão e teve insucesso na empreitada que complica pesado os cofres do CAM

A decisão da Corte Arbitral do Esporte não chega a ser uma surpresa, mas aprofunda o desconforto no Atlético-MG. O recurso foi rejeitado, e com ele se esvai a última tentativa de ganhar tempo numa conta que insiste em vencer: a negociação de Gustavo Scarpa.

Traduzindo do juridiquês para o mundo real, o clube continua obrigado a pagar o que deve ao Nottingham Forest. Sem mais atalhos. Sem margem para interpretação criativa. Apenas prazo e ele não é largo.

O imbróglio nasce de uma parcela não paga dentro do prazo. O suficiente para transformar uma negociação comum em dor de cabeça internacional. Por conta dessa decisão, o Galo tem que pagar cerca de R$ 13 milhões ao clube inglês.

Problema virou bola de neve para o Galo

Se não regularizar a pendência, o Atlético entra na zona de risco esportivo. Sanções não são figura de retórica nesse cenário; são ferramenta concreta, prontas para aparecer já na próxima janela de transferências com o famigerado e temido transferban.

A negociação por Gustavo Scarpa foi no valor de 5 milhões de euros (cerca de R$ 31 milhões à época). O clube pagou a primeira parcela, no valor de 2 milhões de euros, e parte da segunda (1 milhão de euros, no total de 1,5 milhão), que deveria ser quitada em janeiro de 2025. A informação é do portal O Tempo.

Scarpa comemora seu gol durante partida contra o Athletico-PR na Arena MRV. Foto: Fernando Moreno/AGIF

Por uma dívida de 500 mil euros o Nottingham Forest foi direto ao ponto: acionou o Tribunal do Futebol da FIFA em março de 2025, cobrando não só o principal, mas também os juros pelo atraso. O Atlético-MG tentou ganhar a disputa no detalhe. Alegou falha processual na papelada enviada pelos ingleses — um daqueles argumentos que, se cola, resolve; se não cola, desaparece. Não colou. Na decisão publicada pelo Corte Arbitral do Esporte, em 1º de abril de 2026, o recurso foi negado. Sem firula: o débito segue de pé, com tudo o que vem junto.

Detalhes do pagamento atleticano

(Foto: Reprodução)

A conta, agora, vem fechada e com acrréscimos nada simbólicos para o Atlético-MG. São 500 mil euros da segunda parcela — algo em torno de R$ 2,9 milhões — acrescidos de juros de 5%. Não para por aí. A última parcela, vencida em dezembro de 2025, soma mais 1,5 milhão de euros (cerca de R$ 8,8 milhões), também com os mesmos 5% correndo por fora. Como se não bastasse, entram na conta 25 mil dólares de custos processuais. No fim da linha, o que era uma pendência administrável vira um compromisso de aproximadamente R$ 13 milhões.