Casares renunciará no São Paulo após jogo desta noite no MorumBis, crava conselheiro
Conselheiro vitalício afirma que presidente entregará o cargo ainda nesta noite, horas antes de votação que pode afastá-lo do comando do SPFC O presidente...
Conselheiro vitalício afirma que presidente entregará o cargo ainda nesta noite, horas antes de votação que pode afastá-lo do comando do SPFC
O presidente do São Paulo, Julio Casares, deve renunciar ao cargo ainda na noite desta quarta-feira (16), logo após o jogo contra o São Bernardo, no MorumBis, pela 2ª rodada do Campeonato Paulista. A informação foi confirmada por Edson Francisco Lapolla, conselheiro vitalício do clube, em conversa com a jornalista Alicia Klein, colunista do UOL.
“A informação que eu tenho é que Julio Casares renuncia hoje à noite, depois do jogo”, afirmou Lapolla. Caso a renúncia se concretize, o vice-presidente Harry Massis Junior, de 80 anos, assumirá o comando do São Paulo até o fim do mandato.
A possível saída de Casares ocorre em meio a uma das semanas mais turbulentas da história recente do SPFC. Dentro de campo, o Tricolor vem de uma derrota por 3 a 0 para o Mirassol na estreia do Paulistão e ocupa a penúltima colocação, em um regulamento que torna cada ponto decisivo já na fase inicial.
O que precisa acontecer para Casares ser afastado do cargo em votação?
Fora das quatro linhas, o cenário político é ainda mais delicado. Nesta sexta-feira (16), está marcada a assembleia geral que votará o pedido de impeachment do presidente. A reunião será híbrida, com voto secreto, e contará com 254 conselheiros.
Para o afastamento temporário de Casares, são necessários ao menos 171 votos favoráveis, o que abriria caminho para uma nova votação com os sócios em até 30 dias.
Aliados já vem aconselhando Casares a pedir para sair da presidência
Nos bastidores, aliados do próprio Casares vinham defendendo a renúncia como forma de evitar a exposição pública de um processo de impeachment e preservar seus direitos políticos no Tricolor.
Se confirmada, a renúncia encerrará de forma abrupta uma gestão marcada por instabilidade política e aumentará ainda mais a pressão sobre o São Paulo em um início de temporada já conturbado dentro e fora de campo.