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Comissão de Ética do São Paulo analisa exclusão de ex-CEO Márcio Carlomagno

Processo envolve suposto esquema de comercialização irregular do camarote 3A no Morumbis A Comissão de Ética do São Paulo concluiu a fase de oitivas e col...

Comissão de Ética do São Paulo analisa exclusão de ex-CEO Márcio Carlomagno
Comissão de Ética do São Paulo analisa exclusão de ex-CEO Márcio Carlomagno (Foto: Reprodução)

Processo envolve suposto esquema de comercialização irregular do camarote 3A no Morumbis

A Comissão de Ética do São Paulo concluiu a fase de oitivas e coleta de documentos no processo que pode resultar na exclusão de Márcio Araújo Carlomagno do quadro associativo do clube. A representação foi protocolada em dezembro de 2025 por conselheiros, e o veredito deve ser divulgado em até três semanas.

O pedido tem como base a divulgação de um áudio que revelaria um suposto esquema de comercialização irregular do camarote 3A do Morumbis. No documento encaminhado à Comissão, os conselheiros falam em “condutas inadmissíveis e potencialmente criminosas”, além de indícios de enriquecimento pessoal a partir de um espaço institucional.

A peça cita reportagem publicada em dezembro que trouxe uma conversa envolvendo conselheiros e terceiros, com menções à venda de ingressos e divisão de valores, inclusive durante show realizado no estádio.

Falas citam Carlomagno e levantam questionamentos

Segundo a representação, há trechos em que o nome de Carlomagno é mencionado diretamente, com questionamentos sobre eventual processo judicial e possíveis desdobramentos que poderiam “envolver o nome de todo mundo”. Para os autores do pedido, isso indicaria ao menos ciência prévia dos fatos.

Foto: Reprodução/Youtube/São Paulo FC

Em entrevista anterior, Carlomagno afirmou que a cessão do camarote foi institucional, negou recebimento de valores e disse ter determinado abertura de sindicância ao tomar conhecimento da comercialização. A representação, porém, aponta contradições e possível omissão na adoção de medidas imediatas.

Desligamento do cargo e possível punição máxima

Carlomagno deixou o cargo de superintendente geral em janeiro de 2026, mesma data da renúncia do então presidente. No acordo de desligamento, recebeu R$ 500 mil à vista.

Agora, a Comissão de Ética avalia se os fatos descritos justificam a penalidade máxima prevista no Estatuto: a exclusão do quadro social do São Paulo. Até o momento, o ex-dirigente não se manifestou publicamente sobre o andamento do processo.