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Dirigente de comitê da FIFA seguiu ‘ordem’ de Trump e cancelou sozinho suspensão de Balogun

Jornal britânico revela que presidente do Comitê Disciplinar decidiu de forma individual liberar atacante dos Estados Unidos após expulsão, quebrando um pre...

Dirigente de comitê da FIFA seguiu ‘ordem’ de Trump e cancelou sozinho suspensão de Balogun
Dirigente de comitê da FIFA seguiu ‘ordem’ de Trump e cancelou sozinho suspensão de Balogun (Foto: Reprodução)

Jornal britânico revela que presidente do Comitê Disciplinar decidiu de forma individual liberar atacante dos Estados Unidos após expulsão, quebrando um precedente histórico e ampliando a crise envolvendo a FIFA

A decisão que permitiu ao atacante Folarin Balogun disputar as oitavas de final da Copa do Mundo, mesmo após ter sido expulso na partida anterior, ganhou um novo e explosivo capítulo. Segundo revelou o jornal britânico The Times, a suspensão automática do jogador foi anulada por uma decisão individual do presidente do Comitê Disciplinar da FIFA, Mohammad al-Kamali, sem qualquer consulta aos demais integrantes do órgão.

De acordo com a publicação, os outros 17 membros do Comitê Disciplinar sequer participaram da análise do caso. Al-Kamali, representante dos Emirados Árabes Unidos, teria decidido sozinho suspender o cumprimento da punição, permitindo que Balogun entrasse em campo normalmente diante da Bélgica.

A medida rompeu um precedente histórico nas Copas do Mundo. Desde a adoção da regra de suspensão automática para jogadores expulsos, nunca um atleta havia sido liberado para atuar na partida seguinte após receber cartão vermelho.

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O contraste ficou ainda mais evidente quando comparado ao caso do zagueiro inglês Jarell Quansah. Expulso contra o México, o defensor recebeu dois jogos de suspensão e desfalcou a Inglaterra nas quartas de final diante da Noruega e também não poderá enfrentar a Argentina nesta quarta-feira (15).

Ainda segundo o The Times, Al-Kamali aplicou formalmente uma suspensão de um jogo a Balogun, mas adiou seu cumprimento por um período probatório de um ano. Na prática, a punição deixou de produzir efeito imediato, permitindo que o principal atacante da seleção norte-americana enfrentasse a Bélgica apesar da expulsão por uma entrada violenta sobre um adversário na vitória por 2 a 0 sobre a Bósnia e Herzegovina.

Donald Trump confirmou ter entrado em contato com Infantino para questionar expulsão de Balogun contra a Bósnia – Foto: Jia Haocheng – Pool/Getty Images

A decisão ganhou contornos ainda mais polêmicos porque ocorreu logo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitir publicamente que telefonou para o presidente da FIFA, Gianni Infantino, para reclamar da suspensão aplicada ao atacante.

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Infantino confirmou ter recebido a ligação, mas afirmou que respondeu ao presidente norte-americano que o caso seria analisado por um “órgão judicial independente” e decidido pelas instâncias competentes da entidade.

Apesar da controvérsia e da liberação inédita, a mudança não alterou o destino da seleção dos Estados Unidos. Em campo, a equipe acabou sendo goleada por 4 a 1 pela Bélgica e deu adeus à Copa do Mundo ainda nas oitavas de final.