Em meio à crise, Fifa fecha fileiras com Infantino e endurece tom contra opositores
Mesmo com a pressão europeia, a Fifa mostrou que não pretende deixar o presidente sozinho nessa disputa A Fifa decidiu se posicionar diante da crise polític...
Mesmo com a pressão europeia, a Fifa mostrou que não pretende deixar o presidente sozinho nessa disputa
A Fifa decidiu se posicionar diante da crise política que envolve Gianni Infantino. No último sábado (8), a entidade publicou um comunicado em defesa do presidente e deixou claro que não pretende permitir qualquer movimento que, segundo sua avaliação, desrespeite as regras estabelecidas para a presidência.
O posicionamento acontece em meio ao aumento da tensão entre Infantino e a Uefa. A entidade europeia questiona a condução do dirigente e chegou a ameaçar um boicote a competições da Fifa após a proposta de participação de investidores privados em uma nova empresa ligada aos direitos comerciais da entidade.
Agora, a Fifa reforça que o mandatário foi eleito democraticamente pelas 211 associações filiadas e continua exercendo seu mandato. No comunicado, a entidade também acusa alguns de tentar enfraquecer sua imagem por meio de alegações e informações que considera falsas.
Infantino ganha respaldo político em meio à crise com a Uefa
A manifestação da Fifa acontece depois de uma semana importante para Infantino. O dirigente esteve no Marrocos e conseguiu demonstrar força política ao receber apoio de associações nacionais da África e da América do Sul.
Esse respaldo ganhou ainda mais peso porque veio justamente quando a Uefa aumentou a pressão contra o presidente da Fifa. As 55 federações europeias chegaram a aprovar uma ameaça de boicote caso o projeto envolvendo investidores privados avançasse.
A Fifa recuou da proposta e chegou a enviar um pedido formal de desculpas às associações filiadas. Mesmo assim, a Uefa entende que as garantias apresentadas ainda não são suficientes e mantém sua cobrança sobre Infantino.
Entidade promete reagir a informações que considerar falsas
No comunicado, a Fifa também adotou um tom bastante firme contra os críticos. A entidade afirmou que aceita o escrutínio, mas não pretende deixar passar o que considera distorções ou acusações sem fundamento.
“A Fifa não apoiará, facilitará ou tolerará qualquer processo relativo à eleição do Presidente da Fifa que seja inconsistente com os Estatutos da Fifa“, afirmou a entidade.