Endrick segue atrás de Matheus Cunha e Igor Thiago na Copa, e motivo é totalmente tático
Comissão técnica aprova postura do atacante nos bastidores, mas entende que outros nomes entregam mais dentro da proposta de jogo de Carlo Ancelotti A ausênc...
Comissão técnica aprova postura do atacante nos bastidores, mas entende que outros nomes entregam mais dentro da proposta de jogo de Carlo Ancelotti
A ausência de Endrick na estreia da Seleção Brasileira contra Marrocos continua gerando debate entre torcedores durante a Copa do Mundo. No entanto, internamente, a explicação para a situação do atacante é considerada simples e objetiva: a decisão de Carlo Ancelotti foi exclusivamente técnica e tática.
Nos bastidores da delegação, não existe qualquer preocupação em relação ao comportamento do jogador. Pelo contrário. Pessoas que convivem diariamente com o elenco destacam que Endrick vive um dos seus momentos mais adaptados desde que passou a integrar o grupo principal da Seleção.
A avaliação é que o atacante está mais solto, participativo e integrado ao ambiente da Copa do Mundo. O jovem também tem boa relação com os companheiros e não existe qualquer tipo de resistência por parte do elenco em relação à sua presença no grupo.
Ancelotti busca outras características
Apesar do bom ambiente, a comissão técnica entende que outros atacantes entregam características mais adequadas ao modelo de jogo que vem sendo trabalhado por Carlo Ancelotti. Por isso, Endrick acabou ficando fora das opções utilizadas durante o empate diante de Marrocos.
O treinador tem dado grande importância ao comportamento tático dos atacantes, principalmente sem a bola. A pressão na saída adversária, os movimentos coordenados e a ocupação dos espaços são aspectos considerados fundamentais dentro da proposta atual da equipe.
Bouaddi marcando Matheus Cunha. (Photo by Darrian Traynor/Getty Images)Nesse cenário, jogadores como Matheus Cunha e Igor Thiago aparecem à frente na disputa por minutos. Ambos são vistos como atletas que conseguem executar de maneira mais natural algumas funções específicas exigidas pela comissão técnica.
Atacante ainda espera oportunidade
Mesmo após ficar no banco durante toda a estreia, Endrick segue sendo tratado como um dos grandes ativos da Seleção para o futuro. A comissão técnica vê a situação com naturalidade e entende que o processo de evolução faz parte da trajetória de um jogador tão jovem.
A expectativa é que o atacante continue recebendo oportunidades ao longo da competição, mas neste momento ele aparece atrás de outros concorrentes na hierarquia ofensiva montada por Ancelotti.
Por isso, caso exista alguma alteração no ataque para o duelo contra o Haiti, a tendência observada hoje aponta muito mais para uma entrada de Matheus Cunha do que para uma mudança envolvendo Endrick. A disputa segue aberta, mas o jovem ainda trabalha para ganhar espaço dentro da ideia de jogo do treinador italiano.