Escócia adota postura cautelosa contra o Brasil e sonha com classificação histórica na Copa
Adversária da Seleção Brasileira vê confronto como desafio máximo da fase de grupos e aposta em estratégia mais conservadora para seguir viva na Copa do M...
Adversária da Seleção Brasileira vê confronto como desafio máximo da fase de grupos e aposta em estratégia mais conservadora para seguir viva na Copa do Mundo
A Escócia chega para o duelo contra o Brasil vivendo um dos momentos mais importantes de sua história recente em Copas do Mundo. Depois de conquistar três pontos fundamentais diante do Haiti, os escoceses mantêm vivo o sonho de avançar pela primeira vez ao mata-mata do torneio.
O cenário, porém, é tratado de forma bastante diferente em relação ao que aconteceu com outros adversários da Seleção Brasileira nesta Copa. Enquanto o Marrocos entrou em campo acreditando na possibilidade real de vencer o Brasil, a percepção dentro da delegação escocesa é de que o desafio será muito maior.
A prioridade da Escócia passa por permanecer competitiva durante os 90 minutos e tentar somar pelo menos um ponto. A avaliação interna é que um resultado positivo contra a Seleção pode aumentar significativamente as chances de classificação, inclusive através dos melhores terceiros colocados.
Técnico descarta postura ofensiva
O técnico Steve Clarke deixou claro nos bastidores que não pretende alterar radicalmente a identidade da equipe para enfrentar o Brasil. Segundo a imprensa escocesa, o treinador entende que uma postura excessivamente ofensiva poderia abrir espaços perigosos diante do ataque brasileiro.
Durante conversa com jornalistas, Clarke chegou a brincar sobre o assunto ao afirmar que seria “pendurado em uma árvore” pela imprensa caso abrisse mão do equilíbrio defensivo e acabasse sofrendo uma goleada.
Treinador durante treino da Escócia. Photo by Leonardo Fernandez/Getty ImagesA principal novidade pode ser o retorno de Ben Doak entre os titulares. O atacante entrou bem nas partidas anteriores e surge como uma das apostas para tentar explorar os contra-ataques diante da Seleção Brasileira.
Escócia acompanha pressão sobre Ancelotti

Além da preparação para o jogo, a imprensa escocesa também tem dedicado espaço à pressão existente sobre Carlo Ancelotti. Em uma das publicações locais, o treinador italiano foi chamado de “Dom Carlos”, em referência ao tamanho da responsabilidade de comandar a maior campeã mundial.
O destaque da análise é justamente o peso que existe sobre qualquer técnico da Seleção Brasileira. Para os escoceses, poucas funções no futebol carregam tanta cobrança quanto liderar um país que considera a Copa do Mundo parte de sua própria identidade esportiva.
Mesmo reconhecendo a força da camisa brasileira, a Escócia acredita que pode dificultar a vida da equipe de Ancelotti. O objetivo principal continua sendo sobreviver no grupo e transformar esta campanha na melhor participação da seleção em Mundiais nas últimas décadas.