Exclusivo: Palmeiras não depende da Sportingbet para contratar e não prevê “barca” após MP das bets
Apuração do Bolavip Brasil mostra que principais reforços da era Sportingbet foram pagos pelo próprio clube; diretoria não trabalha com venda de atletas me...
Apuração do Bolavip Brasil mostra que principais reforços da era Sportingbet foram pagos pelo próprio clube; diretoria não trabalha com venda de atletas mesmo em caso de fim do contrato
O Palmeiras acompanha de perto os próximos capítulos envolvendo a Medida Provisória das bets e o futuro da Sportingbet como patrocinadora máster, mas a possível saída da casa de apostas não muda, neste momento, o planejamento do clube para o elenco.
O Bolavip Brasil apurou que a diretoria alviverde não trabalha com uma “barca” de jogadores ou com a necessidade de realizar vendas no fim da temporada caso o contrato com a empresa seja encerrado antecipadamente.
A situação ainda está em compasso de espera. O vínculo entre Palmeiras e Sportingbet é válido até dezembro de 2027, com possibilidade de renovação por mais uma temporada, e o SEP aguarda os próximos movimentos relacionados à MP no Supremo Tribunal Federal (STF) antes de definir os próximos passos.
A presidente Leila Pereira, a princípio, também não entrou com uma ação no STF contra a medida, diferentemente do Flamengo, que decidiu recorrer neste momento.
Mas existe uma informação importante nos bastidores do Palmeiras que ajuda a dimensionar o impacto de uma eventual saída da patrocinadora: o Alviverde não montou seu atual elenco contando com aportes da Sportingbet para bancar contratações.
Sportingbet não bancou grandes reforços
Desde que a casa de apostas assumiu o espaço máster da camisa, em janeiro de 2025, o Palmeiras realizou algumas das maiores contratações de sua história.
E, segundo a apuração de nossa reportagem, nenhuma das principais transações teve participação financeira da Sportingbet.
São os casos de Vitor Roque, Jhon Arias, Ramón Sosa e Andreas Pereira. As quatro negociações foram realizadas com recursos do próprio Palmeiras, sem dinheiro da patrocinadora inglesa destinado especificamente às transferências.
A contratação de Vitor Roque, em fevereiro de 2025, foi a maior da história do SEP. O atacante custou aproximadamente 25,5 milhões de euros, cerca de R$ 158 milhões na cotação da época.
Um ano depois, o Palmeiras voltou a fazer um investimento de peso para contratar Jhon Arias. O colombiano chegou em fevereiro de 2026 após o clube desembolsar 25 milhões de euros, aproximadamente R$ 154 milhões, ao Wolverhampton.
Foto: gerada com auxílio de IA pelo Bolavip BrasilRamón Sosa também representou um investimento significativo. O paraguaio foi contratado junto ao Nottingham Forest, em julho de 2025, por 14 milhões de euros, aproximadamente R$ 89,6 milhões, considerando valores fixos e metas.
Já Andreas Pereira deixou o Fulham, da Inglaterra, em agosto de 2025. Para contratar o meio-campista, o Palmeiras investiu 10 milhões de euros, cerca de R$ 63 milhões.
Somadas, as quatro operações representam aproximadamente 74,5 milhões de euros em investimentos (mais de R$ 437 milhões na cotação atual), sem que a Sportingbet tenha sido responsável pelo financiamento dessas transferências.
Palmeiras não prevê “barca” por causa das bets
A informação é importante porque afasta, pelo menos neste momento, um cenário que poderia preocupar a torcida: o de o Palmeiras precisar negociar jogadores às pressas para compensar uma eventual perda da principal patrocinadora.
O contrato atual prevê R$ 100 milhões fixos por temporada, além de bônus que podem elevar o valor anual para até R$ 170 milhões caso as metas estabelecidas sejam alcançadas.
É uma receita relevante, mas a estrutura financeira do Palmeiras não foi montada de maneira que as grandes contratações recentes dependessem diretamente desse dinheiro.
Por isso, a possível saída da Sportingbet não é tratada internamente como motivo para uma liquidação do elenco.
A diretoria mantém o planejamento esportivo e não trabalha, neste momento, com uma lista de jogadores que precisariam ser negociados obrigatoriamente para equilibrar o caixa em razão do fim do patrocínio.
Isso não significa que o Palmeiras não possa vender atletas. Negociações fazem parte da dinâmica financeira do clube e podem acontecer caso surjam propostas consideradas interessantes. O ponto é outro: uma eventual saída da Sportingbet, por si só, não coloca o Verdão diante da necessidade de promover uma “barca” no elenco.
O impacto da saída da Sportingbet
A perda da patrocinadora, obviamente, teria impacto relevante nas finanças palmeirenses. O desafio da diretoria seria encontrar uma nova empresa capaz de ocupar o espaço máster e substituir uma receita anual que pode chegar a R$ 170 milhões com os bônus.
O Palmeiras, inclusive, já monitora o mercado para um eventual cenário de troca.
A Leapmotor, que atualmente estampa sua marca nas costas do uniforme, aparece como uma das empresas que podem ganhar força caso a Sportingbet deixe definitivamente o clube. A montadora acompanha o desenrolar das negociações antes de avançar em uma eventual proposta pelo espaço principal da camisa.
Mas, enquanto essa definição não acontece, o planejamento do futebol segue praticamente intacto.
A prioridade de Leila Pereira é entender os próximos movimentos jurídicos e regulatórios antes de tomar uma decisão definitiva sobre a parceria. O Palmeiras não pretende antecipar uma ruptura enquanto ainda existe possibilidade de novos capítulos na disputa envolvendo as bets.