Grêmio empata na Arena, falha novamente em casa e transforma Sul-Americana em novo problema
Grêmio empata na Arena, termina em segundo lugar no grupo da Sul-Americana e terá de disputar playoff após atuação irregular. Time de Luís Castro volta a ...
Grêmio empata na Arena, termina em segundo lugar no grupo da Sul-Americana e terá de disputar playoff após atuação irregular.
Time de Luís Castro volta a mostrar instabilidade, perde liderança do grupo e aumenta desgaste antes da parada para a Copa do Mundo
O Grêmio perdeu muito mais do que a liderança do grupo da Copa Sul-Americana nesta noite na Arena. O empate diante do Montevideo City Torque escancarou novamente um time instável, emocionalmente irregular e ainda extremamente distante da segurança que o torcedor esperava encontrar neste momento da temporada. A consequência imediata é pesada: o Tricolor termina em segundo lugar e agora terá de disputar o playoff, perdendo duas datas importantes no calendário brasileiro.
O primeiro tempo foi talvez um dos mais preocupantes desde a chegada de Luís Castro. O Montevideo City Torque controlou o jogo, encontrou espaços com enorme facilidade e poderia tranquilamente ter construído vantagem de dois ou até três gols antes do intervalo. O Grêmio voltou a apresentar um problema recorrente na temporada: um time espaçado, sem compactação e incapaz de controlar minimamente a intensidade do adversário.
Ainda assim, luta e entrega não faltaram. O torcedor viu um grupo tentando competir até o fim, brigando fisicamente pelo resultado e buscando reação dentro da partida. Mas competitividade sozinha não sustenta um time grande durante muito tempo. E talvez esse seja justamente o principal problema do Grêmio atual: a equipe depende excessivamente do emocional porque ainda não conseguiu encontrar organização sólida dentro de campo.
Empate aumenta pressão sobre trabalho da comissão
A sensação que fica após mais uma noite frustrante é de repetição. O Grêmio vence algumas partidas, cria expectativa e imediatamente volta a apresentar atuações que desmontam qualquer sensação de estabilidade. A irregularidade virou marca registrada da equipe. E isso torna o cenário da parada para a Copa do Mundo ainda mais decisivo para o futuro do trabalho de Luís Castro.
Porque agora existem apenas dois caminhos possíveis: ou o treinador utilizará esse período para reorganizar completamente o time, corrigir posicionamentos, compactar setores e criar identidade coletiva, ou a pausa servirá apenas para confirmar que o Grêmio segue perdido dentro da temporada. O futebol apresentado até aqui ainda está muito abaixo do que o elenco e a história do clube exigem.
Um ponto chamou bastante atenção positivamente: Carlos Vinícius. O atacante aparentava ser praticamente o único jogador verdadeiramente inconformado com o resultado dentro de campo. Brigou, pressionou, tentou acelerar o jogo e demonstrou irritação genuína com a atuação coletiva. Em vários momentos, parecia entender melhor do que ninguém o peso daquela partida para o restante da temporada.
Weverton salva novamente enquanto decisões geram questionamentos

Mais uma vez, Weverton mostrou por que segue tão valorizado dentro do cenário da Seleção Brasileira. Em uma noite extremamente insegura defensivamente, o goleiro evitou uma derrota ainda pior para o Grêmio. Fez intervenções importantes e sustentou emocionalmente o time em vários momentos do jogo. Sua temporada continua sendo de altíssimo nível, especialmente considerando a fragilidade coletiva do sistema defensivo gremista.
Ao mesmo tempo, algumas escolhas seguem difíceis de compreender. A principal delas talvez seja a permanência de Gabriel Mec no banco em um contexto em que o Grêmio claramente carece de criatividade, coragem e capacidade de quebrar linhas. O jovem representa justamente algo que o time perdeu em muitos momentos: espontaneidade ofensiva.
Marcos Rocha confirmou após a partida que o elenco terá duas semanas de recesso durante a parada. E talvez nunca um período tenha parecido tão importante para um treinador no Grêmio. Luís Castro precisará utilizar esse tempo não apenas para treinar, mas para convencer. Convencer elenco, ambiente e principalmente torcida de que existe um caminho sólido sendo construído.