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Grêmio reage, vira sobre o Santos na Arena e recupera alma competitiva diante da torcida

Grêmio vence o Santos de virada na Arena, reage no Brasileirão e ganha confiança antes da parada para a Copa do Mundo. Equipe de Luís Castro se impõe dentr...

Grêmio reage, vira sobre o Santos na Arena e recupera alma competitiva diante da torcida
Grêmio reage, vira sobre o Santos na Arena e recupera alma competitiva diante da torcida (Foto: Reprodução)

Grêmio vence o Santos de virada na Arena, reage no Brasileirão e ganha confiança antes da parada para a Copa do Mundo.

Equipe de Luís Castro se impõe dentro de casa, vence confronto direto e ganha tranquilidade antes da parada para a Copa do Mundo

O Grêmio talvez tenha dado neste sábado o sinal mais importante desde a chegada de Luís Castro. Mais do que vencer o Santos por 2 a 1 na Arena, o time mostrou algo que o torcedor vinha cobrando há meses: postura. Contra um adversário direto, que tinha a mesma pontuação na tabela, o Tricolor entendeu o tamanho do jogo, suportou o momento ruim após sair atrás e reagiu como um clube gigante precisa reagir dentro da sua casa.

Não foi uma atuação perfeita. Ainda existem dificuldades evidentes na construção ofensiva, oscilações defensivas e momentos em que o time parece perder intensidade. Mas há partidas em que o desempenho fica em segundo plano. E esta era exatamente uma delas. O campeonato colocou frente a frente duas equipes pressionadas, cercadas por desconfiança e tentando fugir de qualquer aproximação com a zona de rebaixamento. Nestes cenários, vencer muda ambiente, muda discurso e muda confiança.

O que mais chamou atenção foi justamente a forma como o Grêmio encarou o jogo após sofrer o gol. Em outros momentos da temporada, a equipe parecia sentir o golpe emocionalmente. Desta vez não. O time continuou empurrando o Santos para trás, acelerou o jogo pelos lados e transformou a Arena naquele ambiente historicamente desconfortável para adversários grandes ou pressionados. Era exatamente isso que o torcedor queria ver.

O Tricolor reencontra sua identidade competitiva

Existe algo que sempre acompanhou o Grêmio historicamente: a sensação de imposição jogando em Porto Alegre. O adversário precisava sentir desconforto desde o aquecimento. E isso havia desaparecido em vários momentos recentes. Contra o Santos, mesmo com limitações técnicas ainda evidentes, o time conseguiu recuperar parte dessa característica. Foi um Grêmio mais agressivo, mais intenso e principalmente mais consciente da responsabilidade de atuar diante da sua torcida.

Outro ponto importante foi o aspecto mental. O Grêmio vinha de partidas em que qualquer dificuldade parecia desmontar emocionalmente a equipe. Dessa vez aconteceu o contrário. O time mostrou personalidade para reagir, virou o jogo e controlou emocionalmente os minutos finais. Isso pesa muito em um campeonato longo e desgastante como o Brasileirão.

O cenário agora permite um pouco mais de tranquilidade para o clube trabalhar. Ainda há muita coisa para corrigir, principalmente na organização defensiva e na fluidez ofensiva, mas o Grêmio chega mais leve para os próximos compromissos. O foco imediato passa pela tentativa de terminar em primeiro lugar no grupo da Copa Sul-Americana e atravessar essa reta antes da parada da Copa do Mundo sem novos sustos.

Vitória muda ambiente antes da parada

A vitória também reforça alguns sinais individuais importantes. Braithwaite voltou a ser decisivo, participando ativamente do ataque e mostrando novamente liderança dentro de campo. Em um time ainda instável, ter um atacante experiente vivendo bom momento faz enorme diferença. Além disso, a resposta da torcida nas arquibancadas mostrou que existe disposição para apoiar desde que o time entregue competitividade e coragem.

Tetê marcou o gol da vitória e se emocionou na comemoração – Foto: Maxi Franzoi/AGIF

O mais importante neste momento talvez seja justamente entender o contexto da temporada. O Grêmio não precisa necessariamente encantar agora. Precisa sobreviver competitivamente até a parada para a Copa do Mundo. Precisa somar pontos, estabilizar ambiente e permitir que Luís Castro tenha tempo para treinar. O futebol mais convincente talvez venha depois. Neste instante, vencer é prioridade absoluta.

O torcedor gremista sempre conviveu melhor com equipes limitadas tecnicamente do que com times sem personalidade. E foi justamente personalidade que apareceu na Arena diante do Santos. O Grêmio entendeu o tamanho do jogo, respeitou a pressão do momento e respondeu da maneira que sua história exige: competindo, impondo ritmo e mostrando que dentro da Arena quem precisa mandar é o Tricolor.