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Inter planeja comprar Villagra em definitivo, mas crise financeira vira obstáculo

Argentino já supera a marca prevista em contrato para ativar a compra obrigatória, mas Colorado terá de encontrar recursos O Internacional trabalha com a po...

Inter planeja comprar Villagra em definitivo, mas crise financeira vira obstáculo
Inter planeja comprar Villagra em definitivo, mas crise financeira vira obstáculo (Foto: Reprodução)

Argentino já supera a marca prevista em contrato para ativar a compra obrigatória, mas Colorado terá de encontrar recursos

O Internacional trabalha com a possibilidade de permanecer com Rodrigo Villagra em definitivo após o término do empréstimo junto ao CSKA Moscou. O volante argentino chegou ao Colorado por empréstimo até dezembro de 2026, em uma operação que custou € 400 mil, e o contrato prevê uma obrigação de compra caso ele participe de 60% dos jogos da temporada.

A marca já foi alcançada pelo jogador. Villagra participou de 27 dos 42 jogos do Inter na temporada, aproximadamente 64%, segundo levantamento publicado em setembro. Com isso, mantida a condição contratual, o clube terá de desembolsar mais € 4,6 milhões pela aquisição dos direitos do argentino.

O problema para o Colorado está justamente na capacidade financeira para cumprir esse compromisso. O valor da compra representa uma despesa importante para um clube que atravessa grave crise de fluxo de caixa, acumula dívidas com outros clubes e recentemente sofreu um transfer ban da Fifa por uma pendência relacionada à contratação do zagueiro Juninho.

Crise financeira pesa na permanência

A punição da Fifa impede o Inter de registrar novos jogadores enquanto a dívida não for quitada, podendo se estender por até três janelas de transferências. A própria direção reconheceu que enfrenta dificuldades financeiras e trabalha para encontrar alternativas para regularizar os débitos.

O cenário torna a situação de Villagra ainda mais delicada. O Inter não precisa apenas pensar na compra do volante, mas também em como organizar o caixa para cumprir compromissos já existentes. Nas últimas semanas, o clube passou a priorizar pagamentos ao elenco e outras obrigações financeiras, enquanto novas dívidas com clubes podem gerar outros problemas no mercado.

A compra de Villagra, portanto, não representa apenas uma decisão esportiva. É também uma questão financeira para a próxima temporada, especialmente porque o Colorado terá de definir seu planejamento para 2027 em meio à eleição presidencial e a um cenário de endividamento elevado.

Villagra virou peça importante com Pezzolano

Dentro de campo, a situação é mais simples. Villagra ganhou espaço com Paulo Pezzolano e se tornou uma das principais peças do meio-campo colorado. O argentino passou a ter sequência justamente em um momento em que o treinador buscava maior equilíbrio para a equipe.

O volante também aparece como uma das alternativas para dar sustentação ao setor ao lado de Bruno Henrique e Paulinho Paula. A utilização frequente explica por que o número de partidas chegou rapidamente ao percentual que pode obrigar o Inter a realizar a compra.

O contrato prevê que o CSKA Moscou permaneça com 10% dos direitos econômicos após a aquisição. O valor estabelecido para a operação é de aproximadamente € 4,6 milhões, além dos € 400 mil já pagos pelo empréstimo.

Transfer ban não impede uso do volante

Mesmo com o transfer ban, Villagra continua normalmente à disposição de Pezzolano. A punição da Fifa é direcionada ao registro de novos jogadores, e o argentino já estava registrado pelo Inter desde o início da temporada, quando chegou por empréstimo. A entidade explica que a sanção impede novos registros durante o período determinado.

Por isso, o problema imediato não é a utilização de Villagra. O desafio está no compromisso financeiro que pode ser acionado ao final do empréstimo. Caso a obrigação contratual seja confirmada, o Inter precisará encontrar recursos para pagar o CSKA e manter o jogador no elenco.

A situação também explica por que o futuro de Villagra passou a ser acompanhado com atenção nos bastidores. O próprio mercado já demonstrou interesse no volante, mas o Inter possui prioridade na compra e tem a obrigação prevista em contrato caso a meta de participação seja atingida.

O cenário coloca o Inter diante de uma equação complicada: um jogador que ganhou espaço e atingiu a meta contratual, mas cuja permanência exige um investimento milionário em um momento de forte dificuldade financeira. Para 2027, a direção terá de decidir como encaixar essa compra no planejamento e, ao mesmo tempo, resolver as dívidas que hoje limitam a capacidade do clube de operar no mercado.