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Joseph Blatter, ex-presidente da Fifa, reprova decisões tomadas por Gianni Infantino na Copa do Mundo

Ex-presidente da Fifa citou as atrações no intervalo da grande final e também a interferência de Donald Trump na suspensão de Balogun Na final da Copa do M...

Joseph Blatter, ex-presidente da Fifa, reprova decisões tomadas por Gianni Infantino na Copa do Mundo
Joseph Blatter, ex-presidente da Fifa, reprova decisões tomadas por Gianni Infantino na Copa do Mundo (Foto: Reprodução)

Ex-presidente da Fifa citou as atrações no intervalo da grande final e também a interferência de Donald Trump na suspensão de Balogun

Na final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina, a Fifa vai promover um “show do intervalo”, com atrações que devem durar 30 minutos, sendo que Justin Bieber, Shakira, Madonna, BTS e Coldplay estão entre as apresentações.

Esse cenário acima citado vai estender o tempo de descanto de 15 minutos previsto pela regra. Em decorrência disso, Joseph Blatter, ex-presidente da Fifa, disparou críticas à entidade, questionando várias medidas tomadas nessa atual edição da Copa do Mundo.

“As pausas de hidratação foram apenas o começo. No domingo, a final da Copa do Mundo verá o destaque do torneio — o intervalo mais longo da história do futebol. A final da Copa do Mundo como uma cópia do Super Bowl. Para onde estamos indo, Fifa?”, disse.

Blatter reprovou “caso Balogun”:

Outra questão reprovada pelo estrangeiro foi a reversão da suspensão do atacante Folarin Balogun, dos Estados Unidos, após interferência de Donald Trump e do governo estadunidense:

“Cartões vermelhos não são revertidos por ligações políticas. Eles são revertidos por regras, evidências e órgãos independentes. Se um presidente dos EUA intervém com o Presidente da Fifa — e um jogador é subitamente absolvido antes de uma partida eliminatória da Copa do Mundo — a questão é inevitável: Para onde estamos indo, Fifa? O futebol nunca deve se tornar um playground para o poder político”, questionou.

Por fim, Blatter chamou a atenção sobre o que aconteceu com o árbitro somali Omar Artan, que foi barrado pelo governo americano: “Um país anfitrião da Copa do Mundo da Fifa deve garantir dois princípios fundamentais: a segurança do país — e a entrada irrestrita de todas as equipes, árbitros e juízes qualificados. O caso do árbitro Omar Artan, da Somália, vai contra uma dessas obrigações. A Fifa nunca deve comprometer a universalidade do futebol“, finalizou.

Presidente está presionado:

Vale lembrar que Gianni Infantino gerou descontentamento em diversas seleções, recebendo muitas críticas e, inclusive, perdendo o apoio de alguns países já pensando na reeleição.