Leonardo Jardim sai em defesa de Pedro após vaias no Maracanã em clássico
O comandante fez uma análise sobre o momento da equipe e se posicionou sobre as vaias da torcida no clássico O Flamengo garantiu a liderança do Campeonato B...
O comandante fez uma análise sobre o momento da equipe e se posicionou sobre as vaias da torcida no clássico
O Flamengo garantiu a liderança do Campeonato Brasileiro após vencer o clássico diante do Fluminense por 1 a 0, com gol de Carrascal, em partida disputada no Maracanã, no último domingo (11).
Apesar do resultado positivo, o Rubro-Negro seguiu apresentando um velho problema: criar muito e pecar na finalização. Com isso, Pedro acabou protagonizando um lance que fez com que os torcedores perdessem a paciência com o atacante.
Quando recebeu a bola dentro da área, o centroavante teve a oportunidade de finalizar sem marcação e acabou jogando para fora, desperdiçando a melhor oportunidade da partida até aquele momento.
Saiu em defesa nos bastidores
Na ocasião, o camisa 9 acabou se tornando alvo de vaias por parte da torcida presente ao Maracanã, que pediu a entrada de Bruno Henrique no lugar do titular. Durante a coletiva de imprensa, Jardim saiu em defesa do atleta.
“O atacante normalmente é criticado quando não faz os gols. Ele só ficou chateado quando saiu uma vez. E eu ainda dei uma palmada na bunda dele, depois damos um abraço. Estamos no Flamengo”.
“Estava almoçando, a televisão estava sem som, e tinha no rodapé ‘Pedro volta à Seleção depois de problemas internos no clube’. Dei uma gargalhada com todos. É o que posso fazer. Sabem uma coisa que gosto aqui? É que todo o elenco se dá muito bem. Há competição para o time titular, é normal, mas todos se dão muito bem”.
Qual o momento nos bastidores?
Leonardo Jardim ainda fez uma análise sobre a situação atual do jogador e o que o treinador vem realizando nos bastidores para buscar blindar o atleta diante das críticas. “A situação do Pedro é a de qualquer atacante em qualquer campeonato. Quando faz gols, é o mais efetivo no jogo, principalmente nos gols”.
“A palavra correta é mais eficaz, a torcida chega para o treinador, ‘por que que tirou?’. Quando ele é menos eficaz, a torcida xinga o jogador porque ele não foi eficaz. E o meu papel, como treinador, é blindar o jogador, sabendo que ele tem outros papéis sem ser a finalização, sem ser o gol, principalmente na fase de construção”.
“E pronto, e com certeza que é um momento, como você disse anteriormente, se há uma característica no apoio, além da construção, é a capacidade de finalização. Só que a bola não está entrando, agora é continuar a trabalhar que com certeza daqui a um jogo ou dois já estaremos falando de forma diferente, a bola entra e está tudo resolvido. E se eu tirar, então, quem vai ser xingado vou ser eu”, apontou.