Manobra nos bastidores pode segurar Casares no São Paulo mesmo após impeachment aprovado
Saída antecipada encerraria processo, preservaria direitos políticos e mudaria o jogo interno A aprovação do impeachment de Julio Casares no Conselho Delib...
Saída antecipada encerraria processo, preservaria direitos políticos e mudaria o jogo interno
A aprovação do impeachment de Julio Casares no Conselho Deliberativo do São Paulo não encerra, necessariamente, a presença do dirigente na política do clube. Nos bastidores, uma possível renúncia passou a ser discutida como caminho para mudar o desfecho do processo.
Com 188 votos favoráveis, Casares foi afastado provisoriamente da presidência, abrindo espaço para o vice Harry Massis Júnior assumir de forma interina. A votação confirmou a crise, mas não definiu ainda o destino final do mandatário afastado.
Pelo rito estatutário, caberia ao presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres, convocar uma Assembleia Geral em até 30 dias. Nessa etapa, os sócios votariam pela confirmação ou não do afastamento definitivo do presidente.
Renúncia muda tudo no processo
O ponto central está justamente antes dessa última fase. Se Casares optar por renunciar ao cargo antes da Assembleia, o processo de impeachment é automaticamente encerrado. Não há votação dos sócios, nem avanço do rito disciplinar.
Harry Massis Júnior assume presidência do São Paulo após impeachment e desabafa Não merecia — Foto ReproduçãoInstagramHarry Massis JuniorNesse cenário, o dirigente preservaria seus direitos políticos e seguiria como conselheiro do clube. Internamente, a leitura é que a renúncia funcionaria como uma saída estratégica para evitar a punição mais severa prevista no estatuto.
Influência sem a cadeira presidencial
Mesmo fora da presidência, Casares manteria espaço para atuar nos bastidores do Morumbis. A permanência no quadro político permitiria diálogo, articulação e influência em decisões futuras do clube.
A possibilidade divide opiniões no São Paulo. Para aliados, trata-se de uma forma de reduzir danos. Para opositores, seria uma manobra clara para evitar o desfecho definitivo do impeachment e manter poder interno.