Matheus Cunha descarta revanche em Brasil X Croácia e revela tática proposta por Ancelotti para confronto
Atacante deu longa declaração sobre impactos da derrota para a França e projetou o duelo com a Seleção que eliminou o Brasil da última Copa A Seleção Br...
Atacante deu longa declaração sobre impactos da derrota para a França e projetou o duelo com a Seleção que eliminou o Brasil da última Copa
A Seleção Brasileira entra em campo nesta terça-feira (31), em Orlando, não exatamente para ajustar contas com o passado, embora o adversário, a Croácia, convide a esse tipo de leitura apressada. Trata-se, na verdade, de um ensaio relevante às vésperas da convocação final para a Copa de 2026. Algoz no último Mundial, o duelo com equipe europeia funciona mais como termômetro do que como fantasma.
Pelo menos é assim que o atacante Matheus Cunha enquadra o duelo. Na entrevista de segunda-feira (30), tratou de esfriar qualquer narrativa de revanche: o foco, disse, está no aprendizado.
“Croácia e França são seleções que estão nas prateleiras mais altas do futebol mundial. Normalmente a gente não tem tantas experiências como esses jogos. A gente joga dentro do futebol sul-americano. É maravilhoso estar tendo essa oportunidade. Não tem como ver como revanche, a gente vê como oportunidade”, cravou o atacante.
O que mudou após derrota para França?
A derrota por 2 a 1 para a França, na última quinta-feira, até alimenta dúvidas — algumas legítimas, outras nem tanto. Ainda assim, não parece ter abalado de forma decisiva o ambiente interno a dois meses da abertura da Copa do Mundo.
O desempenho ficou aquém, é verdade. Mas, dentro do grupo, o tom segue distante do alarmismo que costuma prosperar do lado de fora. Matheus Cunha tratou de reduzir o peso do resultado: derrota, afinal, não é sinônimo automático de crise.
“Não mudou nada na nossa confiança. Vocês jornalistas, como torcedores e nós jogadores temos a mesma ideia do que fazer. Ser campeão da Copa do Mundo, assim como grandes ídolos. Independentemente da derrota, que nos deixa decepcionados, nos demonstra também uma certa tranquilidade que a gente tem o caminho. Nada mudou na nossa confiança. É bom saber que temos uma margem de melhora grande.”, cravou o jogador.
A ofensiva tática de Ancelotti
No tabuleiro tático, o confronto com a Croácia tem merecido atenção particular. Segundo Matheus Cunha, Carlo Ancelotti vem testando variações, mas sem abdicar de um traço que, ao menos no discurso, segue inegociável: a vocação ofensiva do futebol brasileiro.
Matheus Cunha em ação pela Seleção Foto: Marlon Costa/AGIF“As táticas ele (Ancelotti) tem sempre conversado com a gente para a gente se adaptar. A Croácia tem um estilo de jogo diferente, mais compacto. Sem dúvida ele vai preparar a gente para um jogo diferente, mas sem perder a nossa personalidade. Ele ainda não passou a definição 100%, ainda tem o treino de hoje. É estar sempre preparado para fazer o possível que ele desejar.”