Mixto projeta permanência na elite e confirma Adilson Galdino para comandar o feminino
Com vaga confirmada na Série A1, o Mixto ajusta planejamento, confirma Adilson Galdino como técnico e aposta em contratações pontuais Contemplado com a vag...
Com vaga confirmada na Série A1, o Mixto ajusta planejamento, confirma Adilson Galdino como técnico e aposta em contratações pontuais
Contemplado com a vaga na Série A1 do Brasileirão Feminino após as desistências de Fortaleza e Real Brasília, o Mixto encara a elite nacional com um discurso pautado em organização e responsabilidade. O clube mato-grossense, sexto colocado da última Série A2, trata a oportunidade como consequência de um processo construído nos últimos anos. A diretoria reforça que o objetivo principal em 2026 será a permanência. A chegada à elite exigiu ajustes imediatos no planejamento esportivo. Ainda assim, o clube evita promessas fora da realidade.
Para liderar o desafio, o Mixto confirmou a contratação de Adilson Galdino como treinador. O técnico acumula passagens por São José, Iranduba e Real Brasília, além de um currículo vencedor no futebol feminino nacional. Entre os principais títulos estão a Libertadores Feminina de 2014 e campeonatos estaduais em diferentes regiões do país. A diretoria avalia que a experiência em projetos distintos foi determinante para a escolha. A expectativa é de um trabalho focado em competitividade e equilíbrio.
Inicialmente montado para disputar a Série A2, o elenco passou por ajustes com a confirmação da vaga na elite. O clube manteve a base já encaminhada, mas adotou uma postura mais agressiva no mercado. A prioridade passou a ser atletas com rodagem em competições nacionais. A diretoria destaca que a mudança de cenário exigiu decisões rápidas e estratégicas. O foco segue sendo a adaptação ao nível da Série A1.
Bia, jogadora do Mixto. Foto: Gil Gomes/AGIFContratações pontuais e foco em experiência
O Mixto encontrou abertura no mercado, especialmente junto a clubes tradicionais do futebol feminino brasileiro. A estratégia prevê a chegada de seis ou sete reforços até o fim da janela. Uma das contratações já confirmadas é a meia Sassá, ex-América-MG, vista como peça importante para dar consistência ao meio-campo. O clube busca atletas que cheguem prontas para competir. A ideia é evitar apostas de risco neste primeiro ano na elite.
A expectativa da diretoria é fechar o elenco principal até o início da próxima semana. Com isso, a comissão técnica poderá dar sequência à pré-temporada já com o grupo definido. O planejamento prevê ajustes táticos e físicos antes da estreia no Brasileirão Feminino. A avaliação interna é de que tempo de trabalho será determinante. O Mixto aposta na organização para compensar eventuais diferenças técnicas.
Internamente, o discurso é único: consolidar o clube na Série A1. Não há metas públicas além da permanência, mas a diretoria acredita que a competitividade será consequência do processo. A chegada à elite é vista como um passo importante, não como ponto de chegada. O clube reforça que não fará movimentos que comprometam o futuro financeiro. A palavra-chave segue sendo sustentabilidade esportiva.
Projeto em construção
Mesmo entrando na elite por via administrativa, o Mixto entende que o momento valida o projeto iniciado há três anos. O clube aposta na continuidade da metodologia e na credibilidade construída no mercado. A diretoria acredita que o respeito adquirido facilita negociações e atrai profissionais alinhados ao projeto. O desafio é grande, mas o planejamento é tratado como sólido. A Série A1 será o maior teste da história recente do feminino do Mixto.