MP investiga contrato de segurança do Corinthians com empresa ligada a funcionário; clube cita emergência
Ministério Público apura contrato de R$ 676,6 mil e levanta suspeitas sobre empresa ligada a funcionário do clube O Corinthians é alvo de investigação do ...
Ministério Público apura contrato de R$ 676,6 mil e levanta suspeitas sobre empresa ligada a funcionário do clube
O Corinthians é alvo de investigação do Ministério Público por suspeitas na contratação de uma empresa de segurança em 2025. O procedimento apura possível irregularidade na gestão de Osmar Stabile após pagamentos que somam R$ 676,6 mil.
A apuração envolve a empresa Mega Assessoria Operacional Ltda, que teria prestado serviços ao clube entre setembro e outubro. Segundo o MP, a empresa não possuía autorização da Polícia Federal para atuar na área e não há registro de contrato formal.
Outro ponto levantado é o fato de a empresa estar registrada em nome de um funcionário do próprio Corinthians, o que aumentou as suspeitas. O promotor destacou que as notas fiscais sequenciais podem indicar possíveis irregularidades.
Investigação aponta indícios e prevê depoimentos
Na portaria, o Ministério Público cita indícios que podem sugerir práticas como uso de notas fiscais irregulares ou movimentações indevidas. A investigação avalia possíveis crimes como falsidade ideológica, irregularidades tributárias e desvio de valores.
SP – BARUERI – 07/02/2026 – SUPER COPA DO BRASIL FEMININO 2026, PALMEIRAS X CORINTHIANS – Osmar Stabile presidente do Corinthians lamenta durante partida contra o Palmeiras no estadio Arena Barueri pelo campeonato Super Copa Do Brasil Feminino 2026. Foto: Marco Miatelo/AGIFDepoimentos de envolvidos no caso já foram agendados. O endereço da empresa, segundo a investigação, também chamou atenção por corresponder a uma residência comum.
Corinthians cita emergência e nega irregularidades
Em nota oficial, o Corinthians afirmou que a contratação ocorreu em caráter emergencial após a invasão à sede administrativa em maio de 2025. O clube declarou que identificou “necessidade de substituição da equipe de segurança” durante o período de instabilidade política interna.
A diretoria também ressaltou que tinha conhecimento da ligação da empresa com o funcionário, mas entendeu que “não havia conflito de interesses formalmente caracterizado”.
Segundo o clube, os valores pagos correspondem a serviços realizados em suas dependências, e, após a estabilização do cenário, foi aberta concorrência para contratação de nova empresa.