Opinião: Paulinho fora contra o Santos; chegou a hora de admitir que o investimento foi um erro?
Camisa 10 desfalca o Verdão mais uma vez, agora contra o Peixe na Copa do Brasil, e sequência de lesões coloca em xeque o custo-benefício de uma contrataç...
Camisa 10 desfalca o Verdão mais uma vez, agora contra o Peixe na Copa do Brasil, e sequência de lesões coloca em xeque o custo-benefício de uma contratação de R$ 115 milhões
Paulinho será mais uma vez desfalque do Palmeiras. O atacante não estará à disposição de Abel Ferreira para o clássico contra o Santos, nesta quarta-feira (26), às 21h30 pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil. O Bolavip Brasil transmite o clássico minuto a minuto!
Mesmo tendo treinado normalmente junto do elenco, Paulinho foi vetado pelo departamento médico em alinhamento com a comissão técnica. E é justamente diante de mais uma ausência que uma discussão incômoda precisa ser feita: até quando o Palmeiras vai tratar o caso do camisa 10 apenas como uma questão de recuperação física?
Porque, olhando para o investimento realizado, já existe material suficiente para questionar se a contratação foi, de fato, um bom negócio.
Valores na transação Paulinho e Palmeiras
Paulinho chegou ao Palmeiras em janeiro de 2025, contratado junto ao Atlético-MG por 18 milhões de euros, cerca de R$ 115 milhões na cotação da época, além das transferências de Gabriel Menino e Patrick. Um investimento gigantesco em um jogador que, desde então, disputou apenas 25 partidas pelo Verdão.
O problema fica ainda maior quando colocamos as lesões na conta. Paulinho já perdeu mais de 90 partidas desde que chegou ao Palmeiras. Em 2026, foram somente nove aparições, com dois gols. Ou seja: o SEP fez um investimento de protagonista, mas até aqui recebeu uma disponibilidade muito distante da esperada para um jogador contratado para ser camisa 10.
É importante fazer uma ressalva: Paulinho não tem culpa disso. O jogador não escolheu se machucar, não determinou o valor de sua contratação e tampouco foi responsável pela decisão do Palmeiras de apostar em sua recuperação. A cobrança precisa ser direcionada à decisão de investimento e ao planejamento do SEP, não ao atleta.
Custo-benefício de Paulinho no SEP não pode ser mais ignorado
E talvez seja justamente aí que esteja o maior erro. O Palmeiras sabia que estava contratando um jogador que seria submetido a uma cirurgia na perna direita e assumiu um risco considerável. O clube acreditou que o problema poderia ser administrado e que Paulinho entregaria em campo o futebol que havia apresentado no Atlético-MG. Até agora, essa aposta não se pagou.
Foto: Imagem gerada por inteligência artificial – ChatGPTPaulinho está fora desde a derrota por 2 a 1 para o Atlético-MG, quando foi titular e atuou por aproximadamente 65 minutos. Depois, sofreu uma entorse no tornozelo e, posteriormente, uma lesão muscular. Os problemas atuais não têm relação com a cirurgia realizada em 2025, mas o fato é que a disponibilidade do jogador continua sendo um problema recorrente.
Depois de quase um ano e meio, portanto, talvez seja necessário parar de falar apenas em “azar” e começar a falar em custo-benefício. Por 18 milhões de euros e dois jogadores envolvidos na operação, o Palmeiras contratou um atleta para ser decisivo. Até aqui, recebeu apenas 25 jogos e poucos momentos de protagonismo.
Leila Pereira provou o dito: “peixe morre pela boca”
E existe ainda uma ironia impossível de ignorar. Leila Pereira já afirmou, em outro contexto, que o Palmeiras não era um departamento médico ao comentar uma possível disputa pela contratação de Neymar. Pois bem: o Palmeiras não pode virar refém de jogadores indisponíveis, independentemente do nome ou do tamanho do investimento. Se a crítica valia para Neymar, também precisa valer quando o problema está dentro de casa.
A contratação de Paulinho ainda pode dar certo? Claro. O jogador tem contrato até o fim de 2029 e ainda pode recuperar a condição física e entregar futebol suficiente para mudar completamente essa história. Mas, até este momento, admitir que o Palmeiras errou ao fazer uma aposta tão cara e tão arriscada não é perseguir Paulinho. É apenas reconhecer que, no futebol, investimento alto também pode significar erro grande.
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