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Palmeiras vence o Vasco, mas perde ritmo e desperdiça chance de ampliar vantagem na Copa do Brasil

O Vasco voltou mais agressivo depois do intervalo e encontrou espaços nas costas da defesa, expondo um risco que o Palmeiras precisará corrigir na partida de ...

Palmeiras vence o Vasco, mas perde ritmo e desperdiça chance de ampliar vantagem na Copa do Brasil
Palmeiras vence o Vasco, mas perde ritmo e desperdiça chance de ampliar vantagem na Copa do Brasil (Foto: Reprodução)

O Vasco voltou mais agressivo depois do intervalo e encontrou espaços nas costas da defesa, expondo um risco que o Palmeiras precisará corrigir na partida de volta

O Palmeiras venceu o Vasco por 1 a 0 neste domingo (1º), no Nubank Parque, pelo jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil. Maurício marcou o único gol da partida, aos 24 minutos do primeiro tempo, após uma jogada iniciada por Jhon Arias e concluída com assistência de Marlon Freitas. O resultado colocou o Verdão em vantagem no confronto, mas deixou a disputa pela vaga na decisão em aberto para o duelo de volta, no Rio de Janeiro.

Abel Ferreira escalou o Palestra com Maurício entre os titulares, ao lado de Jhon Arias e Flaco López no setor ofensivo. A escolha deu mobilidade à equipe: Arias circulou por diferentes corredores, enquanto Maurício participou das aproximações e Giay teve liberdade para avançar pelo lado direito. O Vasco tentou pressionar a saída de bola, mas encontrou dificuldades para impedir a circulação palmeirense.

O Verdão conseguiu construir boas combinações e levou o adversário para perto da própria área durante boa parte da etapa inicial. A movimentação de Arias pelo lado esquerdo ajudou a abrir espaço para a chegada de Marlon Freitas. Na sequência, o volante encontrou Maurício dentro da área, e o camisa 18 finalizou para vencer Léo Jardim. O gol premiou um período de maior iniciativa da SEP.

Apesar da superioridade territorial, o Palmeiras não transformou o volume ofensivo em uma vantagem maior. A equipe encontrou caminhos para chegar à área, mas desperdiçou oportunidades e permitiu que o Vasco permanecesse vivo no confronto. O time carioca teve dificuldades para sustentar a pressão alta e produzir ataques organizados, embora tenha conseguido assustar em algumas chegadas. Carlos Miguel precisou trabalhar ainda na primeira etapa.

No segundo-tempo começaram os problemas do Palmeiras

Na volta do intervalo, porém, o cenário mudou. O Vasco retornou mais agressivo e passou a encontrar espaços para atacar, principalmente quando o Verdão mantinha a linha defensiva adiantada. Aos 13 minutos, Cuiabano recebeu em condição de avançar livre em direção a Carlos Miguel, mas não conseguiu aproveitar a oportunidade no mano a mano. O lance expôs um risco que já aparecia em algumas saídas palmeirenses: a distância entre os jogadores do meio-campo e a última linha.

O Palmeiras demorou a recuperar o controle que havia apresentado antes do intervalo. Com menos presença no campo ofensivo e maior dificuldade para manter a posse, a equipe passou a permitir que o time Cruz-Maltino avançasse. Abel Ferreira colocou Andreas Pereira na vaga de Lucas Evangelista para modificar o meio-campo, buscando mais qualidade na circulação. A alteração, entretanto, também mudou as características de proteção defensiva do setor.

Mesmo sem repetir o domínio da primeira etapa, o Verdão voltou a encontrar oportunidades. Piquerez e Arias tiveram chances para ampliar, mas não conseguiram transformar as chegadas em gol. O Vasco, por sua vez, aproveitou os espaços e manteve a partida aberta. Em uma das principais investidas dos visitantes, Carlos Miguel fez uma intervenção decisiva e evitou o empate.

Carlos Miguel em ação no duelo Palmeiras X Vasco, no Nubank Parque – (Photo by Alexandre Schneider/Getty Images)

As mudanças de Abel também buscaram renovar o ataque. Vitor Roque entrou na vaga de Maurício, enquanto Arthur substituiu Barboza. A entrada do camisa 9 ofereceu outra alternativa para disputar a bola na frente e atacar a área, mas o Palmeiras não conseguiu converter a superioridade técnica em uma sequência de chances claras. O time ainda precisava lidar com a organização defensiva vascaína, que passou a proteger melhor os corredores laterais e a região central.

Retomada tardia do Palmeiras

A expulsão de Saldivia, após uma disputa com Vitor Roque, mudou novamente as condições da partida. Com um jogador a mais, o Palestra ganhou espaço para avançar e tentou aumentar a pressão sobre a defesa adversária. Ainda assim, encontrou dificuldades para desmontar a marcação do Vasco. A vantagem numérica não se traduziu em um segundo gol, e o placar permaneceu apertado até o apito final.

O resultado também teve um lance de arbitragem que gerou reclamação dos visitantes. O Vasco pediu pênalti após a bola tocar no braço de Barboza dentro da área. Na avaliação do comentarista de arbitragem PC Oliveira, do Grupo Globo, houve infração não marcada por Anderson Daronco. A expulsão de Saldívia, no lance com Vitor Roque também gerou reclamações, o segundo amarelo acabou criando controvérsia, já que o lance não foi enérgico, porém, acabou quebrando um contra-ataque da SEP.

Verdão vai para São Januário sabendo que deveria ter feito mais

Assim, o Palmeiras saiu do Nubank Parque com a vantagem, mas sem resolver a semifinal, estratégia que ficou nítida na escalação tática de Abel. A equipe teve um primeiro tempo consistente, criou oportunidades para construir um placar mais confortável e depois perdeu parte do controle da partida. O Vasco cresceu na etapa final e teve chances para buscar o empate, enquanto Carlos Miguel foi importante para preservar o resultado.

A decisão ficou para domingo (8), às 17h, em São Januário. Com a vitória por 1 a 0, o Palestra joga pelo empate para avançar à final da Copa do Brasil. O placar mínimo, porém, deixa o confronto aberto: uma vitória vascaína por um gol de diferença leva a disputa para os pênaltis, enquanto um triunfo por dois ou mais gols classifica a equipe carioca.