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Raio-X do Atleta: Raphinha chega em alta para novo teste do Brasil contra a Austrália

Atacante ainda precisa render mais na Seleção Brasileira se comparado com o que ele apresenta no Barcelona O amistoso entre Austrália e Brasil está marcado...

Raio-X do Atleta: Raphinha chega em alta para novo teste do Brasil contra a Austrália
Raio-X do Atleta: Raphinha chega em alta para novo teste do Brasil contra a Austrália (Foto: Reprodução)

Atacante ainda precisa render mais na Seleção Brasileira se comparado com o que ele apresenta no Barcelona

O amistoso entre Austrália e Brasil está marcado para terça-feira (29), às 7h (de Brasília), no Accor Stadium, em Sydney. Após o empate por 1 a 1 no primeiro encontro, Raphinha chega ao novo teste embalado por um ótimo momento ofensivo, buscando transformá-lo em uma influência mais constante pela Seleção.

1. O momento do atleta: fase artilheira antes do novo teste

No recorte recente disponível, Raphinha tem 14 gols e três assistências em 10 jogos, além de 757 minutos em campo desde 1º de junho de 2026. Esse volume sustenta a ideia de um jogador em grande fase, e não apenas de um pico isolado às vésperas do período de jogos de seleções.

A sequência pelo Barcelona ajuda a explicar esse cenário. Raphinha emendou dois hat-tricks consecutivos, contra Racing de Santander e Sevilla, e levou Carlo Ancelotti a resumir o momento como “espetacular”, além de dizer que o atacante vem atuando em uma posição que não era originalmente sua, mas “parece que agora é sua também”.

O contraste que dá peso ao amistoso de terça-feira é outro: a fase recente no clube ainda precisa aparecer com mais continuidade no jogo coletivo do Brasil. No primeiro duelo contra a Austrália, que terminou empatado por 1 a 1 na sexta-feira (25), Raphinha foi titular, teve uma cabeçada defendida por Patrick Beach e cobrou o escanteio que Rayan cabeceou para o empate aos 95 minutos. Houve influência, mas ainda sem o mesmo impacto ofensivo que o acompanha no clube.

2. Indicadores de impacto na temporada

Os números dimensionam a produção, o volume e o contexto de Raphinha para o segundo amistoso.

Métrica/Aspecto TáticoDesempenho do JogadorImpacto Prático na EquipeProdução recente14 gols e 3 assistências em 10 jogos desde 1º de junho de 2026Mostra um atacante em sequência de participação direta em gols antes do segundo amistosoMinutagem e volume ofensivo757 minutos, 28 finalizações e 19 chutes no alvo no recorte recenteIndica presença frequente em zonas de conclusão e não apenas aproveitamento pontualFase pelo Barcelona14 gols e 3 assistências nas primeiras 8 partidas da temporada 2026/27, com dois hat-tricks consecutivosReforça que o momento recente vem principalmente do clube e eleva a expectativa por impacto semelhante na SeleçãoRecorte pela Seleção na Copa do Mundo de 20262 jogos, 2 titularidades, 129 minutos, 3 finalizações e 2 no alvoMostra amostra menor e menos explosiva com o Brasil, deixando o amistoso como oportunidade de aproximar os dois contextosInfluência no primeiro amistosoEscanteio para o gol de empate de Rayan aos 95 minutosAponta contribuição em bola parada mesmo sem gol ou assistência convencional no empate por 1 a 1

Os dados sustentam a fase ofensiva de Raphinha, mas o primeiro duelo mostrou que esse rendimento ainda precisa encontrar continuidade no jogo coletivo do Brasil.

3. O papel tático de Raphinha na Seleção

Raphinha chega ao segundo amistoso como uma peça capaz de aproximar criação e finalização, sem que isso defina uma posição fixa para terça-feira. A referência mais útil é a de um atacante que pode partir do lado para entrar por dentro, aparecer em zonas centrais e também baixar alguns metros para participar da construção quando o Brasil precisa conectar melhor o jogo.

O uso pela esquerda com liberdade para cortar para dentro e finalizar de direita ajuda a explicar por que sua ameaça cresce quando ele não fica preso ao corredor. Ao mesmo tempo, essa leitura serve como referência tática, não como desenho confirmado para o novo encontro com a Austrália.

Ataque por dentro: a liberdade para sair do lado esquerdo e procurar a faixa central pode aproximá-lo das zonas em que seu volume de finalizações tem sido mais alto pelo Barcelona.Presença para concluir: vale observá-lo chegando à área e recebendo em condição de finalizar, não apenas aberto no corredor.Criação e recuo: no primeiro amistoso, o Brasil encontrou melhor articulação ofensiva quando Raphinha recuou para se aproximar da construção, com Estêvão oferecendo opção pela direita.Bola parada: a cobrança de escanteio mostrou uma via concreta de influência, especialmente em uma partida em que a equipe criou pouco com a bola rolando.Convivência com Vinícius Júnior: a ocupação do lado esquerdo pode exigir ajustes para evitar sobreposição de espaços com Vinícius Júnior; a relação entre amplitude, circulação interna e presença central entra como ponto de observação, não como escalação definida.

4. O encaixe no segundo amistoso contra a Austrália

No primeiro amistoso, a Seleção Brasileira dependeu de lançamentos longos para o quarteto ofensivo formado por Estêvão, Raphinha, Endrick e Vinícius Júnior. Depois da partida, Marquinhos resumiu o problema ao dizer que a equipe não esteve compacta e criou poucas chances com dinâmica.

Teste coletivo: Ancelotti pediu paciência após o empate e tratou os amistosos como espaço para dar minutos a jogadores com potencial. Isso coloca o segundo jogo mais como laboratório ofensivo do que como prova definitiva. Raphinha não é titular confirmado para a partida.

Conexões ofensivas: Raphinha pode ganhar relevância se o Brasil conseguir aproximar meio-campo e ataque, reduzindo a dependência de bolas longas e oferecendo mais combinações para suas entradas por dentro ou para seus recuos de criação.

Influência além do gol: a cabeçada defendida por Patrick Beach e a participação na bola parada indicam caminhos diferentes para medir seu peso no novo amistoso: presença de área, construção e cobrança. Não há escalação confirmada para terça-feira.

5. O que observar durante a partida

A presença nas zonas de finalização: observe se Raphinha volta a receber por dentro ou perto da área, em linha com o alto volume de chutes e acertos no alvo do recorte recente.A conexão com o ataque brasileiro: acompanhe se ele consegue se aproximar de Bruno Guimarães, Estêvão, Endrick e Vinícius Júnior para dar mais fluidez a um setor que criou pouco de forma dinâmica no primeiro amistoso.A participação em bolas paradas: repare se o Brasil volta a encontrar Raphinha como cobrador e criador nesse tipo de lance.