Ruan Tressoldi cai de cabeça após disputa com Kaio Jorge e deixa partida entre Cruzeiro e Atlético-MG
Zagueiro foi levado de ambulância para realizar exames O Atlético-MG perdeu Ruan Tressoldi ainda no início do clássico contra o Cruzeiro, nesta terça-feir...
Zagueiro foi levado de ambulância para realizar exames
O Atlético-MG perdeu Ruan Tressoldi ainda no início do clássico contra o Cruzeiro, nesta terça-feira (25), no Mineirão, pelas quartas de final da Copa do Brasil. O zagueiro sofreu uma queda forte após uma disputa com Kaio Jorge e precisou deixar o campo.
A primeira pancada aconteceu logo no começo da partida. Ruan chegou para cortar a bola de cabeça, mas foi levantado por Kaio Jorge durante o lance e acabou caindo com a cabeça diretamente no gramado. Mesmo após receber atendimento, o defensor tentou permanecer em campo.
A situação mudou aos 17 minutos, quando Ruan voltou a cair durante o jogo. O zagueiro chegou a sinalizar que poderia continuar, mas o departamento médico do Atlético-MG decidiu pela saída do jogador. Vitão, de 18 anos, entrou para ocupar a vaga na defesa.
Atlético-MG usa substituição por concussão
Como Ruan havia sofrido uma pancada na cabeça, o clube acionou o protocolo de concussão. A regra permite uma troca específica para casos desse tipo, sem descontar uma das cinco substituições normais que a equipe tem durante a partida.
Depois de ser retirado do jogo, Ruan permaneceu sob avaliação da equipe médica. No intervalo, o zagueiro deixou o Mineirão de ambulância e seguiu para o hospital MaterDei, em Belo Horizonte, para realizar exames. O jogador foi acompanhado pelo médico Haroldo Aleixo.
Entenda o protocolo
O mecanismo utilizado pela CBF desde 2024 serve para proteger atletas que sofrem choques na cabeça e apresentam possíveis sinais de concussão. A decisão de retirar o jogador pode ser tomada pela comissão técnica e pela equipe médica, seguindo o procedimento previsto pela competição.
Além de não consumir uma das cinco trocas habituais, a utilização do protocolo dá ao adversário uma substituição extra. Pela regulamentação da CBF, o atleta retirado por esse procedimento precisa ficar afastado por pelo menos cinco dias após a pancada na cabeça.