São Paulo convive com gramados desgastados no CT, e recuperação completa pode ficar para 2027
Após críticas de Dorival Júnior, apuração do Bolavip Brasil aponta desgaste nos três campos da Barra Funda; recuperação está em avaliação, mas não d...
Após críticas de Dorival Júnior, apuração do Bolavip Brasil aponta desgaste nos três campos da Barra Funda; recuperação está em avaliação, mas não deve avançar de forma ampla nesta reta final da temporada
As condições dos gramados do CT da Barra Funda viraram motivo de preocupação no São Paulo. Depois de Dorival Júnior expor publicamente o problema e reclamar das limitações para realizar os treinamentos, o Bolavip Brasil apurou que os três campos do centro de treinamento apresentam algum nível de desgaste, e apenas o campo 2 reúne condições para receber trabalhos completos com maior frequência, embora também já não esteja no cenário considerado ideal. A expectativa interna é de que uma recuperação mais ampla seja avaliada para o próximo ano.
O problema interfere diretamente na rotina da comissão técnica, que tem concentrado boa parte das atividades em um único gramado. A ideia de manter três campos disponíveis no CT é justamente permitir a alternância entre as áreas, dando tempo para que a grama se recupere entre as sessões. Com os outros dois espaços apresentando limitações importantes, porém, o campo 2 acabou sendo utilizado mais do que o previsto e também passou a sofrer com o desgaste.
Segundo a apuração do Bolavip Brasil, o clube pretende analisar as condições dos gramados e avaliar as intervenções necessárias, mas não trabalha, neste momento, com uma recuperação completa dos três campos ainda em 2026. As obras de restauração que já estavam em andamento devem continuar, especialmente em uma das áreas que precisou passar por uma reforma após a identificação de uma praga. A tendência é de que a situação seja tratada de forma mais ampla no planejamento para 2027, enquanto o elenco convive com as limitações na reta final da temporada.
Campo 2 concentra os treinos, mas também apresenta desgaste
O campo 2 é considerado atualmente o gramado em melhores condições no CT. O espaço passou por uma reforma em maio e acabou assumindo uma carga de utilização superior à planejada, justamente porque os outros campos não oferecem as mesmas condições. Além dos treinamentos regulares, o local também recebeu atividades em horários alternativos, incluindo trabalhos de jogadores que treinavam separadamente, aumentando a frequência de uso.
A sobrecarga fez com que o campo 2 também perdesse parte das condições ideais. A situação não significa que o gramado esteja inutilizável, mas limita a possibilidade de alternar os trabalhos e preservar a superfície para a sequência das atividades. O cenário é semelhante ao que ocorreria em um estádio submetido a jogos em intervalos muito curtos: mesmo um gramado de boa qualidade precisa de tempo para se recuperar, e o uso constante acelera o desgaste.
A concentração dos trabalhos em uma única área reduz a margem de manobra da comissão técnica. Em uma estrutura com três campos, o planejamento ideal permitiria distribuir os treinamentos entre os espaços e evitar a utilização excessiva de um deles. Com as limitações dos campos 1 e 3, entretanto, Dorival precisa organizar as atividades levando em conta não apenas o conteúdo técnico pretendido, mas também as condições do terreno disponível.
Campo 1 passa por recuperação, enquanto campo 3 preocupa
O campo 1 precisou passar por uma intervenção depois que uma praga atingiu o gramado há cerca de dois meses. O processo de recuperação deixou áreas sem cobertura completa de grama, com trechos de terra e outras partes que ainda não apresentam condições adequadas para utilização integral. Por isso, o espaço vem sendo aproveitado de maneira limitada, sobretudo para atividades mais curtas ou trabalhos reduzidos, que permitem restringir o uso às áreas em melhores condições.
A restauração do campo 1 já está em andamento, mas o avanço não ocorreu no ritmo esperado internamente. A recuperação de um gramado exige tempo para que a superfície volte a apresentar condições adequadas, e a simples conclusão de uma etapa da obra não significa que o campo esteja pronto para receber treinamentos completos. Por enquanto, o clube mantém o trabalho de recuperação, sem previsão de que o espaço volte imediatamente à rotina normal do elenco profissional.
O campo 3 é apontado como o que apresenta a situação mais delicada. Segundo a apuração do Bolavip Brasil, o gramado tem áreas degradadas, buracos e trechos escorregadios, o que leva o clube a evitar sua utilização nas atividades dos profissionais. As condições limitam o uso do espaço e exigem cuidado para que os jogadores não sejam expostos a partes mais comprometidas do terreno. Na prática, o campo deixou de ser uma alternativa regular para a comissão técnica.
A combinação desses problemas ajuda a explicar por que o campo 2 passou a concentrar os trabalhos. Embora o São Paulo tenha três áreas de treinamento na Barra Funda, a condição dos gramados impede que elas sejam utilizadas de maneira equilibrada. O desgaste também preocupa os jogadores e a comissão técnica, que precisam adaptar a rotina às condições disponíveis em um momento em que o calendário se aproxima do fim, mas a equipe ainda tem compromissos importantes pelo Campeonato Brasileiro.
Críticas de Dorival expuseram problema, mas não mudaram o cronograma
As declarações de Dorival Júnior na última coletiva deram visibilidade a uma situação que já gerava reclamações internamente. Ao tornar pública a dificuldade com os gramados, o treinador colocou o assunto em evidência e ampliou a pressão para que o clube encontre uma solução. A apuração do Bolavip Brasil indica, porém, que as críticas não provocaram uma mudança imediata no cronograma das intervenções nem uma aceleração das obras que já estavam previstas.
A posição interna é de que o clube seguirá com as ações que já estavam em andamento e avaliará o que pode ser feito para recuperar os espaços. A intenção de melhorar os gramados existe, mas uma intervenção mais ampla não deve acontecer de forma imediata nesta reta final da temporada. Com aproximadamente um mês e meio de competições pela frente naquele planejamento, a prioridade é administrar as condições disponíveis e manter a rotina de treinamentos dentro das possibilidades.
A expectativa, portanto, é que a recuperação mais abrangente seja considerada para 2027, embora o cronograma dependa da avaliação técnica e do andamento dos trabalhos. Até lá, o campo 2 deve continuar sendo a principal opção para os treinamentos completos, enquanto o campo 1 passa pelo processo de restauração e o campo 3 permanece com utilização restrita. O cenário exige que o São Paulo encontre maneiras de reduzir a sobrecarga sem comprometer a preparação da equipe.
O episódio também deixa um ponto de atenção para o planejamento estrutural do clube. A existência de três campos deveria permitir alternância e tempo de recuperação dos gramados, mas a condição atual dos espaços limita esse benefício. A crítica de Dorival tornou o problema público, porém a solução depende de intervenções que devolvam condições adequadas aos três terrenos. Por enquanto, os jogadores seguem treinando em uma estrutura com opções reduzidas, enquanto o São Paulo trabalha para melhorar os campos ao longo dos próximos meses.