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São Paulo deve ter Adilson Alves Martins contra Marcelinho Portugal Gouvêa nas eleições presidenciais

Empresário será o nome da “Nova Aliança” para a presidência, enquanto grupos concentram esforços na eleição de 100 cadeiras do Conselho Deliberativo ...

São Paulo deve ter Adilson Alves Martins contra Marcelinho Portugal Gouvêa nas eleições presidenciais
São Paulo deve ter Adilson Alves Martins contra Marcelinho Portugal Gouvêa nas eleições presidenciais (Foto: Reprodução)

Empresário será o nome da “Nova Aliança” para a presidência, enquanto grupos concentram esforços na eleição de 100 cadeiras do Conselho Deliberativo

O São Paulo terá Adilson Alves Martins como candidato da situação na eleição presidencial prevista para o fim deste ano. O empresário será o nome escolhido pela chapa “Nova Aliança”, formada por cinco grupos políticos do clube: Vanguarda, Somos São Paulo (SSP), Legião, Participação e Sempre Tricolor.

A composição ainda passa por algumas definições internas, principalmente em relação à presidência do Conselho Deliberativo. O provável candidato a vice-presidente na chapa é Vinicius Medeiros, coordenador do grupo Legião, considerado o segundo maior entre as correntes que integram a coalizão.

A movimentação acontece em paralelo à preparação para a eleição de 100 novos conselheiros, marcada para o fim de novembro. A situação considera esse pleito uma etapa central para a formação do cenário que será levado à disputa pela presidência do clube.

Adilson será o nome da situação

Adilson Alves Martins é empresário ligado ao setor de sustentabilidade ambiental e atua à frente de uma das três maiores empresas brasileiras do segmento, segundo informações de pessoas envolvidas na composição da chapa.

O nome dele já aparece oficialmente na estrutura do clube como integrante do Conselho Deliberativo.

A escolha representa a definição do principal nome da situação para a sucessão presidencial, depois de um período de discussões envolvendo diferentes integrantes dos grupos que atualmente sustentam a base política do clube.

Nova Aliança reúne cinco grupos

A chapa será formada por Vanguarda, Somos São Paulo, Legião, Participação e Sempre Tricolor. Os mesmos cinco grupos se posicionaram conjuntamente em temas recentes do Conselho Deliberativo, como a votação da reforma do Estatuto Social.

A ideia agora é transformar essa união em uma composição eleitoral capaz de disputar as 100 cadeiras que estarão em jogo no Conselho Deliberativo.

O lançamento da chapa para o colegiado está previsto para o início de outubro, respeitando o prazo máximo de 15 de outubro.

Vice deve ser Vinicius Medeiros

Dentro da composição para a presidência executiva, Vinicius Medeiros é o provável candidato a vice-presidente de Adilson.

Ele é coordenador do grupo Legião, uma das principais correntes que integram a Nova Aliança. A definição, porém, ainda precisa ser formalizada juntamente com os demais nomes da composição executiva.

Já a escolha para a presidência do Conselho Deliberativo continua em aberto.

Situação ainda discute candidato ao Conselho

A indefinição sobre o candidato ao Conselho Deliberativo é justamente um dos motivos para que a apresentação completa da chapa executiva aconteça mais adiante.

A situação pretende primeiro consolidar a composição dos nomes que disputarão o Conselho e, posteriormente, concluir as negociações relacionadas à presidência do órgão.

O calendário eleitoral faz com que essa etapa tenha peso relevante. O Conselho Deliberativo participa diretamente do processo de escolha da presidência do clube, e a composição do colegiado será renovada parcialmente na eleição de novembro.

Eleição de 100 cadeiras virou prioridade

Internamente, a Nova Aliança concentra neste momento grande parte dos esforços na eleição para o Conselho.

O objetivo declarado dentro da composição é perder o mínimo possível das cadeiras atualmente controladas pelos cinco grupos. A avaliação de integrantes da situação é de que a oposição deverá ampliar sua presença no colegiado, embora o tamanho dessa mudança dependa do resultado das urnas.

A disputa pelo Conselho, portanto, será tratada como uma etapa importante antes da eleição presidencial.

SSP e Participação são pontos de atenção

Dois grupos aparecem como principais pontos de atenção dentro da própria situação: Somos São Paulo e Participação.

Juntos, os dois atualmente possuem 35 conselheiros eleitos, de acordo com as informações levantadas nos bastidores do clube.

Há, internamente, estimativas de que ambos possam perder aproximadamente 20 cadeiras na próxima eleição. Trata-se, porém, de uma projeção de integrantes ligados ao cenário político do clube, e não de um resultado confirmado.

Cenário pode mudar conforme eleição

A preocupação da situação está justamente na possibilidade de uma redução significativa da bancada desses dois grupos sem que os outros três integrantes da coalizão consigam compensar as eventuais perdas.

Nas contas feitas internamente por integrantes da situação, caso uma parcela expressiva dessas cadeiras migre para a oposição e não haja crescimento dos demais grupos da Nova Aliança, o equilíbrio de forças no Conselho poderá ser alterado.

Essa leitura é apresentada nos bastidores como um dos fatores que explicam a prioridade dada atualmente à eleição dos conselheiros.

Oposição já definiu Marcelinho

Do outro lado, a oposição avançou na construção de sua própria chapa. Marcelinho Portugal Gouvêa foi definido como candidato à presidência, com Eduardo Alfano como vice e Fabio Mariz como nome para a presidência do Conselho Deliberativo, segundo informações divulgadas pelo UOL.

A composição reúne os grupos Salve o Tricolor Paulista, Novo São Paulo e Força São Paulo, ligado ao atual presidente do Conselho, Olten Ayres.

Com isso, as duas principais frentes da disputa passam a trabalhar na formação das respectivas chapas para o processo eleitoral.

Plano de governo está em fase final

Enquanto organiza a estrutura eleitoral, a Nova Aliança também finaliza seu plano de governo.

A previsão interna é de que o documento seja apresentado durante o mês de outubro. O material deverá estabelecer as principais metas e propostas da candidatura de Adilson para a administração do São Paulo.

A apresentação do plano acontecerá depois de uma etapa de negociações envolvendo os grupos que compõem a aliança e a definição dos demais nomes da chapa.

Situação concentra esforços no social

Neste momento, a estratégia da situação está concentrada principalmente na eleição dos conselheiros e na mobilização dos associados.

A disputa presidencial continua sendo tratada como prioridade, mas a definição dos nomes para o Conselho e a formação das chapas eleitorais ocupam espaço significativo nas conversas internas.

O resultado de novembro ajudará a estabelecer a composição do Conselho que participará da definição do próximo presidente do São Paulo.

Adilson terá desafio político pela frente

Com a candidatura definida, Adilson Alves Martins passa a ser o nome da situação para a sucessão presidencial, mas ainda há etapas importantes antes da eleição executiva.

A Nova Aliança precisa concluir a composição para o Conselho, definir seu candidato à presidência do órgão e apresentar o plano de governo.

A eleição de novembro, portanto, será um dos principais capítulos da disputa política do São Paulo antes da votação presidencial prevista para dezembro. O cenário ainda pode sofrer alterações conforme as chapas sejam formalizadas e os associados escolham os novos conselheiros.